23 Dezembro, 2007

A1: Troço Santarém - Torres Novas na lista negra

Faz precisamente um ano no próximo dia 27, em que, sob o título
A Roubalheira nas Auto-Estradas, no blog Xarales, me insurgi contra o pagamento de portagens nos troços em obras.

Agora, e após 253 acidentes no troço da A1 Santarém-Torres Novas, parece que as muitas reclamações dos condutores têm sido usadas para melhorar as condições nos troços em obras, e a partir de meados do mês de Janeiro, com a aplicação da nova lei (24/2007), os concessionários podem ser obrigados a devolver as portagens dos troços em obras, caso não se verifiquem todas as condições exigidas.



"A polémica sobre a segurança rodoviária durante as obras de alargamento na A1 voltou a lume esta semana, numa época particularmente movimentada nas estradas. Mas não só: a lei aprovada pelo PS em Julho, que determina que os automobilistas continuam a pagar portagens, mesmo com obras nas auto-estradas, só tem efeitos práticos a partir de Janeiro.

Esta nova lei consagra, contudo, que as concessionárias vão ser obrigadas a devolver as portagens se as obras não cumprirem as condições mínimas de segurança. Em véspera desta nova lei ser aplicada, o PortugalDiário foi ouvir as razões de quem continua a defender a suspensão da portagem, no troço afectado pelas obras, e a exigir ao Governo medidas de segurança para os condutores.

O deputado do PSD Fernando Santos Pereira, considera «uma injustiça pagar portagens numa auto-estrada que de facto não o é».

No outro lado do hemiciclo, Bernardino Soares garante que o troço entre Santarém e Torres Novas «não reúne as condições estabelecidas para as auto-estradas», na lei aprovada pelo PS, e aponta a «elevada sinistralidade» como prova dessa insegurança: «Este ano já ali ocorreram 253 acidentes, dos quais resultaram quatro mortos, oito feridos graves e 76 feridos ligeiros».
Segundo o deputado, desde o início das obras, em Março de 2006, «já aconteceram no local 405 acidentes».

Para o social-democrata Santos Pereira, «é inacreditável consagrar-se em lei que se deve continuar a pagar integralmente para circular numa auto-estrada em obras, quando há estreitamento de vias para 2/3 da largura inicial exigida e quando, em caso de acidente, nem espaço existe para passar uma ambulância», garante o deputado que, depois de presenciar um acidente, no lanço Santarém-Torres Novas, verificou que a ambulância não conseguia socorrer os feridos porque não podia passar.
«Havia quilómetros de fila, e os carros, em apenas duas faixas e sem possibilidade de encostar - ladeados por um rail de ferro e outro de betão - impediam o acesso da ambulância: teve de vir no sentido contrário, pela zona em obras», recorda."

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COMENTÁRIO:
Detententora de um monopólio quase nacional, A Brisa faz anúncios muito bonitinhos na TV, mas continua a fazer uma autêntica roubalheira camuflada ao bolso dos pacíficos portugueses. Continuamos a percorrer inúmeros kms com as estradas em obras, de circulação limitida, vagarosa, por vezes extremamente perigosa e irritante, contudo, estamos a pagar aqueles kms como se estivessem em plenas condições normais.

Em muitos países da Europa, esses kms são descontados no valor da portagem. Esse é o procedimento correcto, mas como em Portugal somos comodistas ao ponto de não reclamar, a Brisa esfrega as mãos e, provavelmente não se irá esquecer dos habituais aumentos no início do ano.
Eu fui dos que já reclamei. E por escrito !!!

1 comentário:

adam brown disse...

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