21 dezembro, 2007

Minde: Que Soluções ?

Começou por ser um comentário em resposta ao VMCS no artigo sobre a Viabilização do Orçamento da CMA, e virou post, pelo que transcrevo o referido comentário do VMCS:

"... soluções ... quanto a mim a Freguesia e Minde só tem uma hipótese de voltar a ter população e a ser uma freguesia dinâmica, como foi até há 12/15 anos... construção do Pólo Industrial a Norte do Concelho ...
Podem-me dizer ... mas há pólos relativamente perto - pois há - só que as pessoas que vão trabalhar para Torres Novas ou Fátima, por exemplo, acabam por mudar a residência para essas cidades.

Só não vê quem não quer.
E não me venham com histórias de que Minde pode viver só da cultura - também deve viver, mas não chega. Deixem-se de fantasias, por amor de Deus.
Alimentar essa visão redutora é fazer o jogo de quem não quer desenvolvimento económico na Freguesia de Minde."
Vitor Manuel Coelho da Silva




COMENTÁRIO:
É uma visão bem realista da situação.
Precisamos urgentemente de soluções que viabilizem o desenvolvimento de Minde e que "estanquem" a sua queda acentuada e o desertar continuado da juventude (e não só) para outras paragens. Se não o fizermos, Minde corre o risco de se "apagar" e passar a ser um mero dormitório de uma população envelhecida.

A música, a cultura, e um pouco de turismo podem ser relevantes, mas Minde necessita de actividade industrial. Será um erro pensar o contrário, assim como será um erro considerar que a ZIM virá resolver alguma coisa.

Esta designada Zona Industrial está projectada de um modo totalmente desadaptado da realidade, não passa de um mero loteamento para barracões, que apenas servirá meia-dúzia de interessados que necessitam de espaços, e não atrairá qualquer investidor externo.
Enquanto é tempo, há que readaptar e reorganizar as áreas de modo a converter esta ZIM numa zona de expansão de Minde, transformando-a num Parque de Serviços e Pequenas Indústrias, e dando-lhe atratividade. Caso contrário estará condenada à nascença e não passará desta primeira fase.

A Música já é uma realidade significativa na n/ terra, mas o Turismo Cultural e o Ecoturismo necessitam de eventos e afirmação. Neste ponto, a sociedade civil, pode e deve fazer muito mais. Ficar à espera que outros venham resolver os n/ problemas, não nos levará a lado nenhum.

O designado Pólo Industrial a Norte do Concelho? É uma solução.
Precisamos de uma área atrativa para implantação de indústrias inovadoras, de média envergadura, que crie postos de trabalho, fixe a população, e que, simultaneamente crie condições para o desenvolvimento e revitalização do sector da indústria de transportes do Covão do Coelho. Já se justificava a criação de um Terminal Logístico.

Esta é uma visão pessoal que considero realista, e adaptada a quase todo o concelho. Em contrapartida, a autarquia responde-nos com uma quantidade enorme de projectos utópicos para museus e museusinhos de tudo e mais alguma coisa.
É claro que a cultura é importante e é a identidade de qualquer povo. Mas na situação actual, precisamos é de postos de trabalho, e eles não aparecem pela via do tal projecto megalómano do "Museu Territorial".



SOLUTIONS FOR MINDE - URGENCY WANTED !!!

6 comentários:

O X disse...

Voçes são muito atrasados, então e o projecto "Alcalena 2013" é que vai ser desenvolvimento. vamos precisar de um polo de logistica no covão, não para empresas de distribuição, mas sim para estacionamento de autocarros cheios de gente para ver museus.

Agora falando a sério, não vejos nos icas ideias para inverter a situação em que nos encontramos.
Só nos resta aguardar pelas proximas eleições e ter muita atenção nos candidatos que iram aparecer e ver se algum é suficiente bom para nos tirar desta situação.

Nas proximas eleições há que votar em consciencia e com muita consciencia.

clemente carvalho disse...

desculpem a minha ignorância, mas... alguém me explica a diferença entre pólo industrial e zona industrial???

Anónimo disse...

e já que se fala tanto sobre o site PNETimagens aqui fica outro que no meu ponto de vista está um pouco mais completo olhares.com

pm disse...

Pólo, zona, área, centro, parque... tanto faz. As designações não são minhas.

Nesta caso particular de Minde, a ZIM é um mero loteamento com lotes de aprox. 1000m2 (50% de área edificável) e o Pólo referenciado pelo VMCS seria destinado a lotes de maior dimensão.

A diferença entre um local e outro, estará nas acessibilidades, visibilidade, expansão futura e localização mais previlegiada e atrativa.

Penso eu de que....

Clemente Carvalho disse...

Pois já tinha percebido que a ZIM estava num local pouco estratégico... :( pelo que sempre defendi que fosse feita mais para os lados do vale alto..

Ok, obrigado por esclareceres a minha dúvida Pedro...

(ahhh… e ainda me vou rir um dia quando vir a estrada da Serra cheia de semi-reboques a fazerem fila para entrarem na nossa zona industrial... :) )

Yhasz disse...

Pois.. as acessibilidades poderão ser um dos problemas entre outros(resíduos gerados, águas resíduais, emissões gasosas, ruído, etc...), depende mt do tipo de insdustrias que se instalem (se é que se vão instalar algumas, claro!!)

A área em causa era sim excelente para um projecto de eco-turismo, com desportos radicais, alojamento para quem quer aproveitar a natureza para relaxar, educação ambiental às escolas, lazer, caminhadas, etc...

Houvesse coragem da classe política e da comunidade mindrica!

Fica o desafio....

Bem haja