08 maio, 2008

Entreposto da Volvo projectado para Alcanena obriga a alteração do PDM

O Grupo Auto Sueco Coimbra pretende construir um entreposto logístico e comercial da Volvo junto ao nó de Torres Novas, na A1. Um investimento na ordem dos 3 milhões de euros. O projecto foi apresentado na última reunião de Câmara de Alcanena gerando alguma discórdia entre o presidente Luís Azevedo (ICA) e a vereadora Fernanda Asseiceira (PS).

Em causa está a eventual instalação das novas infra-estruturas em terrenos classificados como espaço agrícola no Plano Director Municipal (PDM) do concelho de Alcanena. Mas a operação, segundo Luís Azevedo, é “legalmente permitida”. O presidente da autarquia sublinhou a importância do projecto para o desenvolvimento económico do concelho, defendendo a viabilização do mesmo até porque “existem já outras empresas interessadas” em implantarem-se na chamada “porta norte” do país.

Quem não vê com bons olhos a situação é a vereadora do PS, Fernanda Asseiceira, que aproveita para chamar a atenção do autarca para a questão do PDM em vigor não permitir a construção de áreas logísticas nos terrenos onde o grupo se pretende instalar. “Há que não colocar a carroça à frente dos bois”, disse vereadora que votou contra a proposta, ressalvando no entanto que não coloca em causa a importância do investimento e dos benefícios que daí possam advir.

Também o vereador António Menezes (PS) sustentou a tese de Fernanda Asseiceira, alertando para o facto das medidas a virem a ser tomadas pela câmara para a construção do entreposto automóvel “poderem originar precedentes” para outras situações. Luís Azevedo explica que “se o projecto não for ali concretizado, vai ser noutro lugar”, garantindo que a autarquia dispõe de mecanismos legais para levar para a frente a construção daquele entreposto naqueles terrenos. “Temos o caso da base do Intermaché que também beneficiou do mesmo procedimento”, reforça o edil com a garantia de que a câmara pode avançar com o projecto e está em condições de dar resposta. Mais desenvolvimetnos na edição semanal O MIRANTE, que sai esta quinta-feira. In "O Mirante"

4 comentários:

Mindericus Vulgaris disse...

Passa pela cabeça de alguém sensato recusar a vinda da Volvo para o Concelho de Alcanena?

Por causa da agricultura que não existe?

Que a União Europeia ajudou a destruir em Portugal?

Estes políticos andam a ver mal.

Drª Fernanda e Engº Menezes, acho que estão a ver mal.

Há fome no Concelho, sabiam? Muita fome, mesmo!

Anónimo disse...

A lei é para cumprir. Isso é um facto. Ou não é?

O verdadeiro problema é que este tipo de visão já devia ter sido há uns bons anos atrás.

A culpa é de quem nunca se interessou em alterar o PDM do nosso concelho, porque não é preciso ser engenheiro ou doutor, para perceber que o nó da A1/A23 possui uma excelente área com bons terrenos para a instalação de novas empresas, que toda a gente sabe que iria criar empregos, mais movimento no concelho, mais negócios etc....

Já é tempo do PDM ser Revisto

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pm disse...

Este é um cenário ridículo e complicado de analizar.

O PS tem toda a razão ao exigir o cumprimento da lei e os PDMs são para cumprir religiosamente.
É certo que o Azevedismo tem feito orelhas moucas a este assunto e cumpre conforme lhe interessa. Veja-se o caso da obra da praça em Minde. Mas aqui também não ouvi a voz do PS ou de qualquer outro partido a pedir o cumprimento da lei.

Também é certo que alguém tem de pressionar a CMA para alterar o PDM, visto que o mesmo está caducado e devia (pela lei) ter sido revisto há 4 ou 5 anos.

Por outro lado, entendo que devia existir uma solução de ajuste para permitir que as empresas não fujam para a outra banda.

Conclusão:
Todo este cenário teria sido evitado se tivéssemos um executivo com cabeça, tronco e membros, e que tivesse cumprido com o que prometeu: Revisão do PDM.
Só quem anda de olhos tapados e a dormir na forma é que não viu há muito tempo que aquele nó da auto-estrada era um local ideal para uma àrea de investimentos.
Bastava terem, visto o projecto de Torres Novas para aquela zona para se prepararem e não virmos, como habitualmente, a ser o parente pobre que vai ficar com os restos.

Mas como agora a moda do novo riquismo de alguns é ser elitista e só olhar para a cultura, o importante (e só) é museus e grandes espectáculos na nova casa da cultura, O S. Pedro.

Por outro lado, somos uns chatos.
Ainda os homens estão a digerir a pomposa Gala da Ópera de ontem oferecida à malta do partido, e nós já aqui estamos com estas conversas sem interesse nenhum. Somos mesmos uns chatos, que passamos a vida a incomodar e nem sequer deixamos os homens gozar o prazer da governança.

Mindericus Vulgaris disse...

Olá, boa tarde

O PDM não foi revisto. Pois não. Está caducado. Mas o Executivo Camarário tem 7 vereadores. E a Assembleia MUnicipal tem 31 membros - 16 das Oposições e 15 dos ICAS.

A culpa da falta de revisão do PDM é de quem? Meu não é!

Por outro lado com esta nova "coisa" que o Governo do PS inventou, os PIN - Projectos de Interesse Nacional - dá-se a volta aos PDMs legais, quanto mais a PDMs caducados.

Não brinquem mais connosco e tragam a VOLVO para o nosso Concelho.

Quem votar contra devia ser imediatamente preso!

HAJA DEUS!