12 abril, 2008

A propósito do Museu do Curtume

Uma das vantagens dos comentários serem controlados, é por vezes darmos conta de comentários deixados em posts antigos, que, de outro modo, dificilmente dectectaríamos.
E um deles, foi este, deixado por um Anónimo, no post "Oposição de Alcanena classifica Museu do Território como projecto utópico" de 24 Março:

«Talvez um pouco atrasada no comentário, mas não posso deixar de dizer que estou estupefactada com tal noticia. Absulotamente estarrecida.

Para já devo dizer, que a atribuição do lugar de conservador de um museu respeita regras e decretos de lei (que se necessario posso indicar), bem como toda a orgânica de funcionamento de um museu respeita e obedece a regras,que por incrivel que pareça, são desrespeitadas.
Depois, já que falamos de museus....alguém faz ideia se este projecto vai estar incluido na rede nacional de museus???? É que, se não estiver, não vai existir um cêntimo do estado (Ministério da Cultura e do novo IPCM).

Eu quero acreditar que isto é algum engano daqueles muito graves e que isto não vai acontecer.
É que eu até ando envolvida nisto dos museus e pergunto-me se quem elaborou este projecto alguma vez entrou nos grandes museus deste país, sejam eles estatais ou privados.

Pelo menos por o que li, quem fez este projecto sabe tanto de museus como os ICAS de governo, ou seja NADA!!!!! »

COMENTÁRIO ANÓNIMO - 10 Abril, 2008

10 comentários:

JMQ disse...

Tomei a liberdade de corrigir o português deste post. Concordo absolutamente com ele. Um museu deste envergadura, se não ficar integrado na rede nacional de Museus, será um novo elefante branco. O museu do cortume não é tão apelativo como o museu do papel em Vale de Cambra ou o museu do pão em Seia.

Só se criarem uma tabuleta turistica na Auto-Estrada a publicitar o Museu do Cortume... E mesmo assim.

A propósito disso, porque não negociam já com a Brisa a publicitação do Carsoscópio? É uma iniciativa tão boa que está tão mal publicitada...uns anuncios no Expresso, um destacável, etc, aumentariam a afluência, não acham?

wolfinho disse...

Quer então dizer que quem está a fazer o museu do curtume não é entendido na matéria!

Isso é grave!

Vamos ter um elefante branco cheio de erros de palmatória como o que se verificou no Cine-teatro São Pedro, onde quem fez o projecto não sabia nem percebia de teatro e o resultado foi uma obra cheia de erros de difícil conclusão e claro de derrapagem financeira (que ninguém sabe quanto)

JMQ disse...

Bem vindo a estes comentários, wolfinho.

Estive hoje em Minde, vi o Pedro e estive a documentar-me para aquele artigo sobre o largo das Eiras a publicar no nosso Jornal.

Já o tenho na cabeça, só falta mesmo escrever. Reserve uma página para mim no JM.

Anónimo disse...

Na sequência dos vossos comentários ao meu comentário (perdoem-me a rendundância), só queria deixar claro que estes "pseudo - Museus" do nosso concelho, são na minha opinião mais do que um elefante branco. Passo a explicar:

O Planeamento e Organização de um Museu, obedece a regras e leis,que vão muito além da simples integração na Rede Nacional de Museus. Exige um planeamento adequado relativamente ás infraestruturas e ao espólio que as mesmas vão albergar, exige um planeamento da ligação do museu com a comunidade em que está inserido,e muitas outras questões.
Isto para chegar á conclusão que um Museu, para ter o direito de usar esse nome, tem de respeitar um conjunto de regras que não dão muito para flexibilizar.

Mas já que a questão financeira parece ser o ponto fulcral de toda a discussão, tenho de dizer que em relação ao museus, um dos pontos mais importantes é que estes sejam auto suficientes economicamente.

Duvido muito que o museu do curtume ou até o do "Mestre" alguma vez consigam cumprir esta função, pois do que é do meu conhecimento, não estão a ser programados para esse efeito.

Caro wolfinho, eu não disse que quem estava a fazer o museu não era entendido na matéria, pq não faço ideia das habilitações literárias dessa pessoa, apenas quis deixar claro, que para trabalharem num museu, não se pode por lei, ser qualquer um. Existem habilitações literárias exigidas.
Até dou um exemplo para ficar mais perceptivel.
Quando finalmente se começou a preparar o Museu que alberga a colecção Berardo, o mesmo sr. propôs para conservador do dito museu o sr Carrilho. O que gerou uma onda de indignação nos profissionais da area pois esse sr. nada sabe de museus, nem tinha as habilitações exigidas por lei, para ocupar um cargo desses. E o que é certo é que tal desgraça não aconteceu.

Para concluir, gostava apenas de deixar bem claro, que pessoalmente sou a favor do fomento da cultura, das artes, mas não desta forma. Para funcionar tem de ser uma coisa feita para a comunidade, o que não me parece ser o caso.

E mais uma coisa, o concelho tem problemas bem mais graves e bem mais necessitados de dinheiro do que os museus.

Anónimo disse...

Boa noite
Gostaria de perguntar ao anónimo que iniciou o tema dos Museus:
uma licenciatura qualquer mais um MESTRADO EM MUSEUS( não sei especificar a temática), mais a frequência ( por ora) de um DOUTORAMENTO EM MUSEOLOGIA em área relacionada com a educação, não constituirá habilitação para o lugar de CONSERVADOR ? É que, se assim for, JÁ HÁ CANDIDATO!
( e todos nós no concelho sabemos quem é)

Anónimo disse...

Caro anónimo, tenho de confirmar que esse nivel de habilitações se enquadra no que a lei prevê, para o cargo de director de um museu.
Não fazia ideia que existia tal pessoa e desde já me desculpo se ofendi ou feri as susceptibilidades de alguém em especifico. No entanto gostaria de salientar que o facto de se terem as habilitações não significa que se saiba fazer bom uso delas.

independentemente do facto de existirem pessoas com as habilitações exigidas por lei, não altera nada o facto de estes "pseudo-museus", irem ser mais um esbanjar de dinheiros publicos que poderiam e deveriam ser canalizados para necessidades mais urgentes que o concelho apresenta.

Nunca foi minha intenção faltar ao respeito a ninguém, apenas quis expressar a minha opnião.

Obrigado

Anónimo disse...

A pessoa a que o anónimo se referiu é o DANIEL CAFÉ, chefe de gabinete em part-time do Presidente da Câmara de Alcanena, Luís Azevedo.

Eu sei, vocês perguntam-se como é que uma Câmara como Alcanena precisa de 1 presidente, mais 3 vereadores a tempo inteiro e ainda um Chefe de gabinete, com ordenado de vereador.

É assim. Queremos democracia, temos de estar sujeitos a estes abusos.

Abusos como o facto do Sr. Daniel café ter andado nos últimos anos a fazer um mestrado e agora um doutoramento (o que diriam disto alguns mestres e doutores que conheço) à custa da autarquia, quer pelas despesas que todos lhe pagámos (e segundo consta à boca pequena em Alcanena, não serão assim tão poucas), quer a nível do tempo que ele não passa a trabalhar para a Câmara.

A história política deste concelho e desta Câmara contada a alguém de fora, por ex. de uma estrutura nacional de um partido, é de nos fazer corar de vergonha.

Anónimo disse...

O tal a quem a câmara deu, em cerimónia no salão nobre, a medalha de mérito municipal por elevados serviços prestados ao concelho nesta área?

Xóriça disse...

O lugar de Conservador de Museu tem de ser colocado a concurso público.

É claro que para Minde irá a Dra Maria Alzira e para Alcanena o Dr. Daniel Café.

Para assessores dos conservadores há muitos candidatos, ou melhor, CANDIDATAS.

Boas reformas se preparam para quem nunca fez a ponta de um chifre além de darem umas aulecas por semana.

Anónimo disse...

Realmente, a Camâra de Alcanena funciona tal como tudo no resto do país. Ainda mal as obras dos ditos museus arrancaram já se sabe quem vão ser os vencedores dos concursos públicos para os lugares de Director do Museu.

Sem querer fazer intriga, até dá a sensação que os museus foram criados de propósito para estas duas pessoas terem mais um tacho.

E pelos vistos tudo isto é do conhecimento publico (pelo menos dos mais atentos), e ninguém faz nada. Como é possivel?????

Já não bastava o CAORG ser uma instituição elitista agora o museu também o vai ser. Sim, porque quem manda no CAORG da forma que é sobejamente conhecida, vai mandar no Museu da mesma forma.

Realmente isto é mesmo uma pouca vergonha......

Apesar de não concordar pessoalmente com a frase, "Para Minde palha e pouca", é o que me parece mais indicado dizer......porque com mindericos assim, quem precisa de inimigos.