08 fevereiro, 2008

Reunião Pública da Câmara

A próxima reunião do Executivo Municipal de Alcanena tem lugar a 11 de Fevereiro, a partir das 15:00h, no Salão Nobre do edifício dos Paços do Concelho.
Como habitualmente, após a ordem de trabalhos, está previsto um período de intervenção aberto ao público.

NOTA: Será que ninguém tem disponibilidade para ir assistir a esta reunião e, sobretudo, interpelar o Sr. Presidente acerca do dito «Centro Cultural de Minde»?

Aproveito para responder aqui a um comentário anónimo colocado no Post «Pensar Minde» que me passou e para o qual o Pedro Micaelo me alertou.

Eu sei bem o que é o executivo não responder a problemas levantados por cidadãos. Quando vim para Aveiro fui morar para um bairro onde existia uma praceta, inacabada, com ferros e outros objectos espalhados, um perigo para as crianças que aí brincavam. A Câmara tinha prometido um brinquedo para essa praceta. Puseram essa questão em reunião. Nada. Depois de muitas tentativas, tive de escrever um abaixo assinado que foi correspondido por todos os moradores dos prédios que davam para essa praceta. E conseguimos.

É fácil dizer que eles não respondem. Não respondem porque não são pressionados para isso. Acaso se o Jornal de Minde assistisse a essas reuniões e as relatasse não viria alguma resposta! Acaso apresentassem um abaixo assinado e fossem a uma reunião da câmara não um mas uma comissão representativa desses assinantes eles não respondiam! Porque não fazer um abaixo assinado de todos os moradores do Largo das Eiras e enviá-lo também ao jornal «O Mirante»?

Claro que se vão para uma Assembleia Municipal e põem-se ao gritos com o Presidente como parece ter acontecido no passado, levam sopa.

Quanto à minha posição relativamente ao largo das Eiras, ela vai ser expressa no próximo Jornal de Minde, onde vou escrever mais uma crónica. Mas eu nunca a expressei, não sei porque acha que concordo com o CAORG, a Câmara, a Junta, etc.

Porque escrevi num determinado sentido sobre a Casa Açores? Se eu lhe disser que me afastei de uma das pessoas do Caorg com quem convivia por causa da Casa Açores e afins, acredita? Primeiro a verdade, ou o que julgamos ser a verdade que defendemos, depois os amigos. E sobretudo fico «furioso» quando me replicam que os meus argumentos são disparates. Isso é disparar a ultima bala porque se sabe que é a última.

Agora também lhe digo: como podemos ter uma opinião sobre algo que desconhecemos? Mas será que existe algum projecto «real»?

7 comentários:

mindrico pensador disse...

[Agora também lhe digo: como podemos ter uma opinião sobre algo que desconhecemos? Mas será que existe algum projecto «real»?]

Senhor João Manuel Querido

Se o projecto for "real", existir mesmo, e até for bonito, vai concordar com a ocupação do largo das eiras com esse projecto REAL?

O senhor só vai ter opinião depois de ver o projecto? Essa é a resposta sistematica que os icas dão. Primeiro querem ver o projecto!

Ou seja, deixa-se avançar com o projecto e depois os iluminados como o senhor virão dizer:

ah! até tá giro! Que se lixe o largo das eiras. Deixemos construir.

Essa é a táctica dos hipócritas.

Será que o senhor João Manuel Querido tem opinião se se deve construir prédios na Praça do Comercio?

Ou teria primeiro que ver o projecto para ter uma opinião?

JMQ disse...

Ja disse. A minha opinião será manifesta num artigo a ser publicado no Jornal de Minde.

Mas sendo advogado do diabo (não significa que eu pense assim), antes não estava lá um edifício? Até parece que aquele espaço sempre lá esteve disponível! O problema está aí: destruiram um edificio das escolas para quê?

Aquele espaço pode ser aproveitado, no futuro, para outra finalidade que não aquela. O CCM pode ser construído noutra zona, com melhores acessos e possibilidade de melhor estacionamento. Agora, dantes estava lá um edificio. Isso é inquestionável.

Agora poderá perguntar: fizeram um «crime», isso pode justificar outro «crime»?

JMQ disse...

Ah, quando questiono se existe algum projecto «real» é no sentido de que não acredito que haja uma real intenção da Câmara na sua construção. Até 2009 não vai ser de certeza, Minde já tem o «petisco» do Museu Roque Gameiro e a Zona Industrial (1ª fase) e depois das eleições, esperemos que hajam mudanças na Autarquia.

Mas aí as oposições têm uma palavra a dizer. Se escolherem candidatos à partida perdedores, desconhecidos, etc, é como o F.C. Porto: vai ganhar o campeonato porque os seus opositores (Benfica e Sporting) vão perdendo sistematicamente pontos. Eles são os melhores porque os outros não SABEM ganhar.

o X disse...

Ora ai está uma boa questão,
escolher o candidato certo.

Num concelho envelhecido e a perder emprego, o executivo faz passeios para a terceira idade e almoços no (barracão) multiusos garantindo assim muitos votos (com papas e bolos se enganam os tolos)

A solução passa em saber ouvir os próximos candidatos, perceber (ou tentar) as suas reais intenções e votar no possivel melhor. Isto sim é votar en consciencia.

Este processo também se aplica á junta.
Lembro que nas últimas eleições apesar das poucas escolhas possiveis, se deu a vitória ao pior candidato, resultados, não temos junta, temos em equipa de Gestão corrente que mais não faz que pagar as contas e ver o correio.

Anónimo disse...

Este post é para rir.

A Câmara viola a lei, não responde aos cidadãos de Minde, cagando-se positivamente para Minde. Mas, para o Senhor JMQ isso não interessa para nada. O problema não está na Câmara. Está nos Mindericos. Que são uns pobres coitados e boçais que nem merecem resposta de tão distinto autarca, que nem à Câmara, vereadores e Junta se sabem dirigir…

O presidente da Câmara só deverá responder quando forem esgotadas todas as formas possíveis e imaginárias de obter respostas, as quais têm de ser encontradas pelos Mindericos. O que fizeram não é suficiente!

O que é que se responde – mantendo um discurso minimamente inteligente e coerente –, quando o Senhor JMQ nos brinda com este hino ao cinismo e à desonestidade intelectual:

"Não respondem porque não são pressionados para isto".

Sinceramente. Parem de gozar connosco.
Se em Portugal tudo fosse assim, andávamos bem. Se todas as entidades públicas se comportassem assim, andávamos bem.

Vamos lá cagar d’alto para uma série de leis e princípios jurídicos fundamentais que regulam estas questões e vamos todos alinhar na tanga que o Senhor JMQ nos está a querer vender:

A Câmara tem andado bem, os Mindericos é que têm andado mal.

João M. Querido disse...

Meu caro, não seja tão precipitado. É claro que a Câmara não tem andado nada bem, não dá informação, não responde quando interpelada. Por isso têm-se de inventar melhores formas de a pressionar. E, se calhar,em Minde, prega-se muito mas faz-se pouco. Volto a repetir:

1. Porque é que nas reuniões públicas da Câmara e nas reuniões da Assembleia nunca aparece ninguém do Jornal de Minde?

2. Porque é que o vereador da oposição de Minde não interroga o Presidente sobre certos assuntos? Porque é casado com uma ex-dirigente do CAORG e portanto...

3. Porque não se tenta que Jornais Regionais ou Nacionais venham a Minde fazer uma reportagem sobre o Largo das Eiras p.e.?

4. Porque não comparecem em peso nas reuniões da Câmara? E questionam o Presidente? Fica pelo menos em Acta a pergunta e a não resposta do Sr.Presidente.

5. E Minde não tem também deputados Municipais da oposição? O que eles fazem? A estes o Sr.Presidente tem de responder!

Sabem aqueles pistachos que não abrem? A maior parte das pessoas deita-os fora. Eu abro-os.

minderica disse...

1 - Desde sempre que me lembro de não existir qualquer tipo de comunicação saudavel entre a CMA e a população de Minde....por isso não percebo o porquê de tanta indignação....Porque se eles estão lá é porque foram eleitos,e por decerto que muitos mindericos votaram nesses "srs".
2 - Tenho de comcordar com o Sr. J.M.Querido quando se refere aos nossos vereadores da oposição, que se mantem no mais puro silencio tanto na camara como na terra que deveriam estar a defender; faz - me recordar a outra vez em que fomos uns quantos à assembleia geral por causa da ETAR, e já nessa altura o nosso vereador da oposição tambem esteve caladinho que nem um rato.
3 - Depois em relação ao assunto em questão, não percebo o porquê da ideia de um Centro Cultural de Minde quando todos sabemos que a cultura de Minde é representada por uma só instituição - CAORG (desde já informo que acho notório o trabalho desenvolvido por esta instituição, não posso é concordar com inúmeras atitudes dos elementos da sua direcção perante a comunidade em que se inserem).
4 - Acho realmente se existem projectos para Minde seja a que nivel forem, a população deve ser informada e as leis devem ser cumpridas. Já que os anónimos cidadãos não obtêm respostas, porque não pressionar a nossa ilustre Junta de Freguesia.....ao menos teriam o que fazer