20 junho, 2007

Carsoscópio nos Olhos de Água inaugurado em Julho


SITE : http://www.alviela.cienciaviva.pt/

O Centro de Ciência Viva tinha inauguração prevista para Setembro de 2005, mas dificuldades financeiras protelaram a sua conclusão.

O Geódromo ameaça tornar-se na grande atracção dos visitantes ao Centro de Ciência Viva situado junto à nascente do rio Alviela nos Olhos de Água, concelho de Alcanena. Trata-se de um simulador que leva o visitante a uma viagem de 175 milhões de anos, desde o tempo dos dinossáurios até aos dias de hoje. A aventura pelo Carsoscópio (nome atribuído ao Centro de Ciência Viva do Alviela) será inaugurada no próximo dia 7 de Julho, quase dois anos após a data prevista. A data ainda não é oficial, uma vez que a Câmara de Alcanena pretende que seja o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva a presidir à cerimónia. “Temos telefonado todos os dias, mas ainda não nos confirmaram a hora”, anunciou o vice-presidente da autarquia, Eduardo Marcelino (ICA), durante uma visita ao Centro de Interpretação do Alviela solicitada pelos vereadores socialistas e que O MIRANTE acompanhou esta sexta-feira.

O simulador - uma placa elevatória que permite suscitar ao viajante a adrenalina de uma visita de milhões de anos, passando por lugares tão diferentes como as profundezas das grutas ou como o espaço onde é possível assistir ao embate de um meteorito na Terra -, está situado na fase final do Centro de Ciência Viva. O percurso começa por levar os visitantes às grutas onde vivem os morcegos. Ali, no Quiroptário, é possível perceber o modo de vida dos animais e até experimentar “como é ver o mundo ao contrário”, explica Olímpio Martins, elemento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), um dos responsáveis pela concepção do centro.

A par do responsável está o professor Carlos Neves, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria, que ajudou a conceber alguns dos elementos que irão divertir sobretudo os mais novos. É o caso de um capacete de orelhas enormes, que permite experimentar a audição dos morcegos. Os visitantes poderão experimentar também um capacete que, aliado a uma venda nos olhos, permite ter a experiência da orientação através de sonar usada pelos pequenos mamíferos. A viagem segue para o Climatógrafo, uma visão tridimensional sobre a nascente dos Olhos de Água, formada por vários veios de água, cuja origem continua um mistério.

O Centro de Ciência Viva do Alviela vai ainda convidar especialistas a visionarem o comportamento das 12 espécies de morcegos cavernícolas que de Abril a Setembro utilizam as grutas que circundam os Olhos de Água. Uma experiência que é agora impossível, uma vez que os últimos incêndios registados no PNSAC destruíram o cabo de fibra óptica que ligava as câmaras instaladas nas grutas, aos ecrãs situados no centro de interpretação.
“Está concluída a primeira fase do sonho”, constata Olímpio Martins, que não desiste de querer fazer mais. Orgulhosos do seu projecto, câmara, parque natural e a escola superior estão certos de que o Centro de Ciência Viva do Alviela se vai tornar numa referência nacional. Embora esteja pronto a inaugurar dois anos depois do inicialmente previsto (segundo semestre de 2005), a nova estrutura dos Olhos de Água vai permitir um aumento do número de visitantes ao local, sobretudo de alunos oriundos de diversas escolas do país.

O projecto de ciência viva em Alcanena começou a ser imaginado em 1986. A ideia foi ganhando raízes, mas perdeu tempo, e em 2001 a candidatura ficou em stand by. Quando finalmente foi possível avançar, o projecto era candidatável a fundos comunitários apenas em 50 por cento, sendo o restante valor coberto pela autarquia. O custo total ronda os 1,1 milhões de euros. O peso financeiro do projecto representou um esforço pesado para a câmara. Eduardo Marcelino admite que o projecto demorou tempo demais a concretizar e que a despesa, sobretudo com a empresa de vigilância, tem sido muita, mas o objectivo para o futuro já está traçado: “Em 2008 queremos equilibrar a situação financeira” do Centro de Interpretação do Alviela.

Olga Silva in "O Mirante"



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3 comentários:

pm disse...

Mesmo com dois anos de atraso, é sempre bem-vindo este tipo de iniciativas, desde que conjugadas com os custos inerentes.
O certo é que a CMA tem gasto rios de dinheiros neste Alviela, mas as descargas químicas continuam, os peixes andam a boiar e a CEE chumbou a praia fluvial do Alviela.
O que é que está mal?

vmcs disse...

Bem, pelo que li isto é bastante interessante.

Parabéns pela ideia.

Venham mais destas.

Sejamos justos, pois devemos louvar também o que é bem feito ou as boas ideias.

Anónimo disse...

Pareçe que o director do centro vai ser o Marcelino (formado na área) (in mirante) e vai ter 21 funcionários (mais que os empregados que andam a fazer a ZIM), não será gente a mais para tal ???