27 janeiro, 2009

Médio Tejo e Pinhal Interior Sul uniram-se


Está formalizada a união entre a Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Sul (CIPIS) e do Médio Tejo (CIMT). O objectivo é, em conjunto, gerirem as verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Estas duas comunidades vão gerir mais de 103 milhões de Euros sendo o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) mais de 62 milhões.
As áreas de intervenção estendem-se pela promoção da cultura cientifica e tecnológica e difusão do conhecimento, pela rede escolar, mobilidade territorial, equipamentos territoriais e modernização administrativa, entre outras.



Como forma de dar corpo a esta parceria, foi assinado no final da passada semana o acordo de colaboração entre as duas associações. Corvêlo de Sousa, presidente do Conselho Executivo da CIMT mostrou-se preocupado com os atrasos que se têm verificado no que diz respeito às contratualizações nos vários programas de financiamento. Assim sendo, “a partir de agora, espero que as coisas corram melhor que até aqui e como correram nos antigos Quadros Comunitários de Apoio”, referiu Corvêlo de Sousa, “para que as pessoas sintam melhorias na sua condição de vida, no seu território e que tudo as aproxime dos países desenvolvidos.

Para o presidente da Unidade Directiva destas duas comunidades, António Rodrigues, é importante neste processo, estas duas regiões terem conseguido encontrar forma de unir vontades, tendo for fim criar dimensão, para melhor conseguirem reivindicar os fundos deste quadro comunitário. O atraso com que se parte para o futuro é algum e António Rodrigues está céptico quanto ao futuro, dando o exemplo dos financiamentos para os centros escolares, pois “não estou a ver como é que as autarquias, dentro da lei em vigor, irão conseguir encontrar meios para não ultrapassarem o seu endividamento só para construírem os centros escolares”.

Por seu lado, José Paulo Farinha, presidente da CIPIS, esta união é testemunho de que “15 municípios portugueses, sem perderem a sua qualidade distintiva e a sua gloriosa individualidade se uniram para criar uma unidade directiva responsável pela implementação e coordenação da gestão das candidaturas ao QREN”.
Este acordo de colaboração une assim os municípios de Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei (MIMPIS) e Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha (CIMT).
Publicado no "RÁDIO CONDESTÁVEL"

COMENTÁRIO:
Não sei se isto é bom ou mau, nem entendo nada deste Médio Tejo, que está sempre em mudanças. Mas é impresionante como as coisas se fazem neste país.
Enquanto que no Minho se fez um referendo, e até um programa televisivo, para discutir a possível integração de Viana do Castelo numa Comunidade local, por cá fazem-se estes acordos sem dar cavaco a ninguém. O site do Médio Tejo nada diz, e o site da CM Alcanena... nem vale a pena falar. Para sabermos estas notícias, de factos consumados, tem de ser uma rádio da Sertã a noticiar.
E o mais escandaloso é que há aqui muitos milhões de euros envolvidos, que nos deixam a pensar para onde irá tanta massa. Se fosse um simples protocolo daqueles "vazios", todo o mundo noticiava.
Talvez o Engº. Luís Azevedo que é Vice-Presidente da Médio Tejo explique alguma coisa. Qualquer dia fazem-nos espanhóis e somos os últimos a saber.

Interessante ainda, é que a mesma rádio noticiou, ainda no passado dia 19, que o presidente de Mação, que saíu do Médio Tejo em Dezembro, quer voltar a integrar a Comunidade do Médio Tejo. Só visto, porque ninguém entende.
Viva Portugal. Este país é o máximo !!!


2 comentários:

Anónimo disse...

Fantástica esta decisão da Câmara de Alcanena, tomada na escuridão dos gabinetes daqueles iluminados.

Alcanena já estava na ponto do distrito de Santarém e do Ribatejo.

Agora, se olharem para o mapa, Alcanena ainda está numa ponta mais distante do centro nevrálgico dessa associação ou Comunidade Intermunicipal que, como é óbvio, apenas servirá para dar tacho a alguns amigos e familiares dos políticos e homens e mulheres de influência do concelho.

É que não podíamos ter ficado pior localizados. Irra...!

pm disse...

Bem, julgo que não será propriamente uma decisão da CM Alcanena, mas de resto, é verdade - ficamos mesmo a um cantinho de tudo.
Para mim, este Medio Tejo não tem passado de uma fantochada com muito dinheiro para gerir.