06 março, 2008

Entrevista da Prof. Gabriela Capaz ao Jornal de Minde

A rubrica «Passeios Mindericos» aborda, neste ultimo número, a actividade do CAORG e, para o efeito, entrevista a Directora Pedagógica do Conservatório de Música Jaime Chavinha, Professora Gabriela Capaz.

Esta entrevista serve para destacar algumas coisas:
  • O Conservatório tem apenas 172 alunos, valor longe dos 550 alunos referidos pelo Dr. Victor Miguel Capaz Coelho da Silva (Presidente da Assembleia-Geral do CAORG) num depoimento enviado ao Portal Minderico em Junho de 2006.
  • A Directora Pedágógica colaborou na apresentação do programa apresentado aos projectistas do «Centro Cultural de Minde», considerando que o «esboço do projecto apresentado é de grande funcionalidade, está muito bem concebido e satisfaz os programas apresentados».
  • Também defende a sua localização no Largo das Eiras, argumentando, tal como o Dr. Victor Miguel Capaz Coelho da Silva, que esta localização vai dar muita vida ao centro de Minde.

Neste blogue prometi por aí um artigo para o Jornal de Minde sobre o Largo das Eiras. Não me foi possivel o mês passado mas espero enviá-lo este mês. De qualquer modo, este facto não inviabiliza alguns comentários:

  • Quando se argumenta que a nova sede vai dinamizar o centro de Minde, esquece-se que o Conservatório de Música está em instalações provisórias TAMBÉM no centro de Minde e não me parece que tenha dinamizado muito a envolvente da Praça 14 de Agosto ao longo destes anos. Até parece que actualmente a sua localização é fora do centro de Minde...
  • Gostava de saber porque a Escola Básica 2º e 3º ciclos de Minde foi construída num espaço diferente e não aproveitou na altura esse espaço das escolas velhas para dinamizar o centro de Minde...
  • Pelos vistos a Professora visualizou apenas um «esboço» dum projecto. Sublinho o esboço pois é revelador do estado do projecto. Está-se mesmo a ver que não é intenção da Câmara construí-lo a curto prazo.
  • Fiquei admirado com o número de alunos referido, quando um dos argumentos era precisamente esse. E é também revelador o facto de uma grande percentagem dos alunos só se deslocar a Minde num único dia - o Sábado. As lojas e os cafés só abrirão dois dias por semana...
  • Foi pena que não tenha sido pedida uma opinião à Professora Gabriela sobre a proposta do actual governo do ensino de música e que irá ter consequências (directa ou indirectamente) na actividade do Conservatório de Minde.

Destes comentários não depreendam que tenha alguma coisa contra o CAORG, longe disso. É meritório o seu trabalho, os meus dois filhos são ambos alunos do Conservatório de Música de Aveiro e sei bem o esforço que é necessário para ensinar música a crianças e jovens.

Tenho sim é muitas dúvidas sobre a localização duma nova sede no local projectado.

4 comentários:

Mindericus Vulgaris disse...

Olá, boa madrugada

O CAORG e as pessoas que o dirigem, deviam ter honestidade intelectual ao defender as suas opções.

Deveriam ser um exemplo, até nesse aspecto, para as crianças que lecionam.

Não têm sido.

Já escrevi tanto sobre a falta de senso nesta opção de destruir o Largo das Eiras, que não tenho mais reserva de palavras para contra-argumentar.

Uma coisa é certa. Tivessemos nós um Presidente da Câmara inteligente e isto não estaria a acontecer.

E tivessemos nós, também, uma Direcção do CAORG mais humilde e dialogante.

O que Azevedo e a Direcção do CAORG têm feito é nitidamente gozar com os Mindericos.

É feio!

Certamente que o Dr. João Manuel Querido, na sua prosa brilhante, saberá, melhor que eu, defender a preservação do espaço do Largo das Eiras, no artigo que irá escrever para o Jornal de Minde.

Volto a desafiar a Direcção do CAORG para um debate sobre esta questão no Cine-Teatro Rogério Venâncio. E não me venham dizer novamente que o lugar próprio é a Assmbleia Geral do CAORG com meia dúzia de gatos pingados a assistir.

Tenham coragem e venham até ao Cine-Teatro. Ninguém vos vai dar tau-tau no rabinho. Só nessas cabeças anti-democráticas!

vmcs

arre gaita disse...

quer se goste ou não tem obra feita para apresentar, ao contrário de certos opinion makers que mt falam e pouco MAS MESMO pouco fazem.

xico totó disse...

Fazer obra não é justificação para TUDO.

Fazer obra tb é ter humildade e dialogar.

Fazer obra é ajudar Minde a crescer de um modo racional e sustentado.

O Largo das Eiras não é do CAORG. É de MINDE.

Anónimo disse...

O nº apresentado pela Dir Pedagógica no Jornal de Minde (172)é para quem acreditar?
Sejam verdadeiros...vá lá! Confessem aqui, que ninguém nos ouve: METADE DISSO ?
Lembram-se da " poeirada para os olhos do pagode" quando foi ventilado o nº 550 ?
E eu é que sou o burro?