30 outubro, 2006

A Mata Promete



Depois da tempestade vem a bonança, e estes últimos dias têm sido a prova do famoso dito.
Após as valentes chuvadas da semana passada, que tantas inundações e estragos provocaram, eis um fim-de-semana solarengo, sem vento, nem as folhas mexiam, e com temperaturas mais a lembrar os serões de Agosto do que as noites de fins de Outubro.
E, mais bonito ainda, a nossa mata já apresenta este aspecto.
Se juntarmos a isto, muita música na terra com concertos e desfiles de 3 bandas filarmónicas, mais uma espectacular festa de amigos na Serra de S. António, podemos dizer que foi um fim-de-semana em cheio. Para ajudar, ainda ganhámos uma hora no relógio.



Quem também deve ter pasado uma boa tarde, foram meia-dúzia de canoístas que aproveitaram para dar umas primeiras remadas na lagoa. O domingo estava convidativo.
Ainda estamos em Outubro, e a lagoa já está com uma enchente razoável. Se vier aí umas boas chuvadas de Inverno, vamos ter este ano uma "bonita Mata". Eu já tenho saudades !!!

25 outubro, 2006

91° Aniversário da SMM



Nos próximos dia 28 e 29 de Outubro ocorre mais um Aniversário da nossa Banda, o 91º.
Vamos mais uma vez celebrá-lo na companhia dos mindericos que desejarem juntar-se a nós e de duas bandas convidadas, a Sociedade Filarmónica Portimonense (Portimão) e a Banda Filarmónica da Vitória (Carregueira) que tão gentilmente acederam ao nosso convite.
A agenda das celebrações é a seguinte:

Programa
Dia 28 de Outubro:

17:30 horas
- Chegada das bandas junto ao Cine-Teatro Rogério Venâncio;
- Recepção às Entidades Oficiais e demais convidados.
18:00 horas
- Início dos concertos, com a seguinte ordem:
* Banda Filarmónica da Vitória
* Sociedade Filarmónica Portimonense
* Sociedade Musical Mindense
21:00 horas
- Jantar Convívio (bandas e convidados oficiais)

Dia 29 de Outubro:
10:30
horas
- Chegada das Bandas junto da sede do Vitoria Futebol Clube Mindense, onde irão desfilar até junto do coreto. Aí estará a SMM, onde será feito o cumprimento
11:00 horas
- Arruada pela vila, com a participação das bandas;
12:00 horas
- Missa solene, dedicada à SMM, bem como aos maestros, directores, músicos e sócios já falecidos;
13:30 horas
- Almoço de despedida.

Assim, vimos deste modo apelar à população de toda a freguesia de Minde que se junte a nós para celebrarmos condignamente mais um aniversário e ao mesmo tempo recebermos as duas bandas que nos visitam, que vão com certeza abrilhantar estas comemorações.
Contamos com a presença de todos.
Muito Obrigado.
A Direcção da Sociedade Musical Mindense

18 outubro, 2006

Uma Sede pró Vitória



Embora envolvido com uma capa de mistério e secretismo, muito se tem escrito, falado e discutido sobre a futura construção das sede do CAORG e da banda da SMM. É legítimo que esse assunto mereça estar na ordem do dia, mas não nos podemos esquecer as condições precárias em que está instalada a sede do VFCM.

Uma colectividade com mais de 50 anos de existência, e com um trabalho bastante louvável em prol do desenvolvimento desportivo em Minde, merece umas instalações mais condignas e com condições diferentes das que usufrui actualmente.

Talvez à quase 20 anos que a sede do VFCM está instalada num pequeno edifício pré-fabricado, que anteriormente tinha sido utilizado como local de aulas da ex-tele-escola. Já na altura aqueles edifícios eram construídos com carácter provisório.
É certo que tem servido (remediado) até agora, mas também é certo que “aquilo” não tem condições nenhumas para sede de um clube desportivo no séc. XXI. O VFCM precisa de uma sede. Só com instalações dignas o clube pode sonhar mais alto. Instalações que cativem e motivem dirigentes, atletas e sócios. Instalações providas de meios que possam gerar receitas (bar, restaurante, diversão, etc. etc.)

Vão-me responder que ainda há pouco tempo foi inaugurado o Pavilhão Gimnodesportivo e o ano passado o campo de futebol levou um relvado sintético.Certo. Mas que interessa ter bons recintos e equipamentos desportivos, se não existir uma boa estrutura com condições para promover iniciativas e manter tudo em funcionamento. É necessário um crescimento sustentado sem “elos fracos”, e nesta caso a actual sede do VFCM não se condigna com a grandeza e antiguidade do clube.
Com que orgulho podem os dirigentes trabalhar num espaço pouco estimulante e sem condições de trabalho? (Num outro local e sem serem obrigados a ter o escritório em “casa” talvez não existisse tanta dificuldade em arranjar direcções para o Vitória.)


O Vitória necessita de um edifício sede, de preferência localizado junto ao parque desportivo, que seja planeado de modo a ser um pólo angariador de receitas. Qualquer colectividade, firma ou agremiação só funciona bem quando tem um “escritório organizado”. Neste caso, não estou a falar de recursos humanos, mas sim de instalações. É disso que necessita o Vitória. Uma sede de acordo com os seus pergaminhos e que seja estímulo e orgulho para todos os que “vivem o clube”.

Há um par de anos atrás, um ex-dirigente do Vitória pediu-me para elaborar uns desenhos para os balneários do campo de futebol pequeno. Na altura, entusiasmei-me com a ideia e elaborei uns croquis para a construção de uma futura sede, numa arquitectura similar à do pavilhão construído. Quando o VFCM comemorou os cinquenta anos propus, a esse mesmo dirigente, oferecer o projecto e colocar uns painéis grandes no local da jantarada para começar a movimentar as ideias. Responderam-me que talvez fosse um pouco inoportuno porque estava para vir o relvado sintético e era bom uma coisa de cada vez. Ouvi e calei-me. São esses os desenhos que, pela primeira vez, divulgo através deste blog.

Não tenho qualquer pretensão, mas, caso os actuais dirigentes e sócios entendam começar a levar a efeito a construção de uma sede, mantenho a mesma proposta de oferecer a execução do Projecto de Arquitectura. Na época, o local previsto era o topo do campo pequeno, mas agora, talvez o local indicado seja junto às piscinas, aproveitando o parque de estacionamento destas.
Seja como for, o Vitória não deve estagnar. A ambição faz parte dos campeões.
Bem haja, Vitória !!!

11 outubro, 2006

Quem não semeia, não colhe



Na edição Nº 582 (30 Setembro) do Jornal de Minde podemos ler um excelente artigo publicado pelo Sr. Agostinho Nogueira.
Porque concordo totalmente com o seu conteúdo, e porque entendo que o assunto é merecedor de uma profunda reflexão, tomei a liberdade de aqui o reproduzir integralmente.


QUEM NÃO SEMEIA, NÃO COLHE...
Há muito quem queira mamar na teta,
não há é quem dê palha à vaca...

«Tivemos conhecimento de que, recentemente, um alto responsável da nossa Câmara referia publicamente que a que­bra na cobrança da Derrama prevista no orçamento camarário foi de tal ordem que se torna um quebra-cabeças elaborar o orçamento para o próximo ano.
As razões não parecem difíceis de encontrar.

Em 1994 entrava em vigor o PDM.
Nele se previa a construção de duas zonas industriais, uma na área de Alcanena e outra na área de Minde.
Os estudos e negociação dos terrenos começaram desde logo, tendo-se feito a aquisição de algumas parcelas cujos proprietários entenderam aceitar o preço oferecido pela Câmara, numa atitude de colaboração, com vistas a um benefício que a todos parecia de importância capital para o progresso das respectivas localidades e do concelho em geral.
Entretanto entendeu-se que a aplicação de fundos para o avanço das diversas obras a concretizar necessitava de estudos elaborados por equipas competentes e durante meses trabalhou-se no PECA - Plano estratégico do concelho de Alcanena, que foi publicado em 1997
Mais tarde entendeu-se que este estudo não era suficiente e tratou-se de mandar elaborar outro, cujo conteúdo é tão útil como o que antes fora elaborado. E, entre estudos e planos estratégicos, os anos foram pas­sando sem que nada de concreto apa­recesse no domínio das ditas Zonas In­dustriais.

Os processos de expropriação arras­taram-se indefinida­mente, fez-se passar a ideia de que talvez as Zonas Industriais já venham fora de tempo depois que as indústrias principais do concelho sofre­ram um duro revés, atingidas pelo avan­ço da globalização, pelas po­líticas de defesa do ambiente, e pelas normas de um PDM que impossibilitou o seu desenvolvi­mento nas áreas onde estavam implantadas, contando que so­luções viáveis estariam disponí­veis a curto prazo

Passados dez anos, quando se fala na elaboração de um no­vo PDM, ou na correcção do que existe, é triste pensar que, nesta matéria, do PDM que se encon­tra ainda em vigor nada mais se aproveitou senão as restrições que ele mesmo impunha. Dos estudos mandados elaborar e pagos pela autarquia restam resmas de papel algures arre­cadadas à espera de melhores dias. Investimentos vultosos como esses mesmos estudos, as Nascentes do Alviela, a Festamb, o pavilhão multiusos consumiram (consomem) rios de dinheiro, sem contrapartida que se veja, e a iniciativa privada baixou para níveis que ninguém podia imaginar há vinte anos atrás.
Nos nossos dias, gente nova e menos nova já assegurou o seu posto de trabalho nos concelhos vizinhos, Torres No­vas, Ourém, Tomar, Leiria, e até Lisboa. Por enquanto aqui dor­mem os seus filhos e frequen­tam a escola, mas não tardará que o peso das raízes, um lugar sossegado e uma bonita pai­sagem para usufruir nos fins-de-semana deixem de contar pe­rante a vantagem de viver perto do local de trabalho. A desertificação tem sido um fenómeno de que ouvimos falar lá para as zonas mais no interior, mas já está a processar-se entre nós, e os seus efeitos serão cruciais nos próximos tempos.


Entretanto, ao nosso lado, outros concelhos progridem a olhos vistos - Torres Novas, Ourém, Rio Maior são exemplo dis­so, para só referirmos os que se situam no nosso distrito. O carácter de ruralidade de alguns deles, há vinte anos atrás, contrastava abertamente com o índice de industrialização do concelho de Alcanena.
Verdadeiras zonas indus­triais estão a surgir sem planea­mento a seguir às fronteiras do nosso concelho, como acontece na zona da Videla, à sombra do cruzamento da A1 com a A23
... e no planalto da Serra de Aire, a seguir à área de repouso da A1, paredes meias com o Vale Alto.
Placas a anunciar postos de trabalho na área da construção civil, pavilhões que se erguem e vão albergar indústrias, derramas que se adivinham e que irão proporcionar aos respectivos concelhos fundos para prosseguirem outros objectivos.
Em boa verdade, como sempre afirmou a sabedoria popular,
"Quem, não semeia não colhe"!

Daniel Bessa
O conhecido economista esteve recentemente em Mira de Aire onde participou na 1a reunião descentralizada da Assembleia Municipal de Porto de Mós.
Disse ele nessa altura que a grande competitividade do con­celho está na proximidade de um dos poios mais dinâmicos de desenvolvimento do país - o eixo Leiria-Marinha Grande.
Sobre Mira de Aire, a pro­ximidade do nó da A1 em Torres Novas é um grande atractivo, já que a indústria têxtiil está conde­nada a perder mercado, (/n Re­gião de Leiria 29/09/06)
...Só que, para tirar dividen­dos desta situação, é preciso conquistar interesses, e isso não se faz optando por elevadas ta­xas da Derrama e do Imposto Municipal sobre Imóveis - IML Por isso, no concelho de Porto de Mós optou-se pela Taxa O na Derrama e por baixar a taxa do IMI de 0,3 para 0,2%.
É que, há muito quem queira mamar na teta, não há é quem dê palha à vaca.»

A. Nogueira, in Jornal de Minde (30 Set)
NOTA: As ilustrações não são de responsabilidade do autor

09 outubro, 2006

Foi Fixe a "Festa Saloia"


Começou cedo a azáfama com a decoração da Praça. A mão-de-obra é sempre pouca e há sempre qualquer coisa a correr “menos bem”. No dia anterior tinha chovido bem e o tempo estava tremido. Mas tudo se consertou, os cozinheiros começaram a assar a vitela no espeto e com o “cheiro” a clientela começou a “dar à costa”. Ás seis horas começaram a sair belas sandes recheadas de vitela assada. O tinto e a cerveja ajudavam a “escorregar”.


Era tempo do Ti Arlindo entrar em palco e, por quem procurais, aqui está ele! A música entrou em cena e o pessoal foi curtindo os “frenéticos” ritmos do Conjunto da Região do Alviela.


Apesar dos ameaços, a noite estava boa, cheirava a eucalipto, comeu-se um arroz doce quentinho, e à meia-noite a festa parou porque era hora de Missa na Igreja Paroquial. Pois então. Para aqueles que lá não costumam ir e para os outros também.O padre Albino falou ao coração e o coro mostrou trabalho. Parabéns.Depois, foi a continuação da festa pagã.


Na 5ª Feira, esperava-nos uma bela duma ementa: mão-de-vaca com grão. A Sra. Eulália, foi incansável, e cozinhou um petisco de comer e chorar por mais. Foi num ápice enquanto a tachada desapareceu.
Para acompanhar e criar ambiente esteve presente o Rancho Folclórico do Covão do Coelho com os cantares de outras épocas. É sempre agradável os momentos etnográficos que o rancho do Covão nos proporciona. Esgotados os “comes” foi dada como encerrada a festa. No dia seguinte era dia de “pica-boi”.
Como anunciado as possíveis receitas reverterão a favor de restauro do telhado da Capela de S. Sebastião, e os organizadores queixaram-se da falta de adesão e participação dos Mindericos. Até era para uma boa causa.
Mesmo assim, ainda deve sobrar para meia dúzia de telhas. Oportunamente serão tornadas públicas as respectivas contas.


O Grupo JAZZminde, aproveita para agradecer o apoio da CMA, da JFM, da CF da Igreja, e de todos os que colaboram com esta festa. Obrigado!!!
Para o ano? Logo se vê. Mas é para continuar....
PM

Zona Industrial: Começaram as Obras


Outra boa notícia para a Freguesia de Minde:
-Começaram as obras da Zona Industrial de Minde.
Após longos anos de espera, a CMA deu início á construção parcelar da ZIM. Mais vale tarde do que nunca, e há que olhar o futuro, porque quanto ao passado nada se pode fazer.

Do Jornal de Minde, retiramos as seguintes palavras:
«Muitas vezes faladas, previstas, anunciadas, adiadas, desta vez começaram as obras da Zona Industrial.
Para muitos já vêm fora de tempo, para outros a localização, que seria aceitável há 10 anos atrás a pensar na indústria local, pode estar hoje condenada ao fracasso.
Duma forma ou doutra, todos esperamos que levem menos tempo a concluir-se do que levaram a iniciar-se.»

Desconheço o projecto e qual a fase que se pretende levar a efeito, mas apenas me posso conglatular pelo início de qualquer coisa. Com o PDM bloqueado e a ZI sem se construir é que não seria possível evoluir. Assim sempre existe uma luz para possíveis médias e pequenas indústrias e serviços. Parabéns à CMA. Estamos a começar a ver trabalho.
PM

08 outubro, 2006

Posto de Turismo



Minde está de Parabéns! Ganhou um Posto de Turismo.
E está bonito!
Foi inaugurado no passado dia 27 de Outubro, numa cerimónia simples, que contou com a presença dos Presidentes da CMA e da JFM.
Destina-se a promover o turismo, as artes e o artesanato local.
O edifício encontra-se construído há 16 anos e estava inicialmente afecto ao Parque Natural, mas nunca chegou a funcionar e a cumprir os seu desígneos.
Um grupo de cidadãos meteu mãos-à-obra, e conjuntamente com o apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia, fizeram um trabalho digno e um exemplo a seguir e apoiar.
É este o tipo de inércia e atitude que precisamos no concelho. Muitas outros empreendimentos podem e devem ser feitos assim.

Este posto de Informação e Turismo é uma mais valia para Minde, e a sua conjugação com a promoção e divulgação das artes e artesanato formam o casamento ideal para sua viabilidade.
Longa vida a esta iniciativa, e a promessa de que brevemente publicaremos algumas fotos e outras informações.
PM

03 outubro, 2006

É já Amanhã !!!

4 / 5
OUTUBRO

PRAÇA ALBERTO GUEDES

Uma festa ao ar livre, com saudades dos convívios antigos, e promessas de um programa agradável.
Em ambiente de arraial será assada uma vitela no espeto, e o Conjunto da Região do Alviela abrilhanta a noite.
A célebre Missa das 24 h será celebrada na Igreja Paroquial pelo Pe. Albino, com a participação especial ...

O Ti Arlindo e sua Banda, prolongam a noite com o famoso bailarico. Tinto e branco, pão caseiro, arroz doce e boa disposição, é o que se serve.
No dia seguinte (Feriado) é o prestigiado Rancho Folclórico do Covão do Coelho que tem actuação marcada para as 18 h, e os convivas podem escolher entre a mão-de-vaca com grão e iscas à portuguesa. E... claro, arroz doce feito na hora. Tudo confeccionado sobre a supervisão da D. Eulália. Depois ...
PS : Aceitam-se voluntárias para colaborar com a D. Eulália.

AOS MINDERICOS:
- Já que cada vez somos menos,
vamos comparecer todos para sermos muitos!!!

O Telhado da Capela

Existem infiltrações no telhado da Capela de S. Sebastião. As zeladoras andam preocupadas com a provável degradação de interiores e mobiliário, e o Padre Albino tem andado atarefado em descortinar fundos para fazer obras no telhado.

Vamos dar uma ajuda ao Padre Albino e doar todos os possíveis lucros da Festa Saloia 2006 em benefício da causa "uma telha para a capela".

A Organização está a cargo do Grupo JAZZminde, e de todos os que queiram ajudar, contando-se com inestimável apoio da JFM e da C. F. da Igreja.

01 outubro, 2006

Tasquinhas 2006 em Alcanena

«A edição de 2006 das Tasquinhas do Concelho de Alcanena, certame gastronómico que, anualmente, reúne e divulga os sabores mais característicos da região, irá decorrer entre os dias 4 e 8 do próximo mês de Outubro, no Pavilhão Multiusos de Alcanena.

Com pratos herdados da matança do porco, das merendas dos ranchos e dos pastores ou do farnel do operário, o sucesso e a qualidade deste evento (cuja primeira edição foi em 1990) fizeram dele um ponto obrigatório nos roteiros gastronómicos da região.

Em simultâneo, terá lugar, também no Pavilhão Multiusos, mais uma Mostra de Artes e Ofícios do Concelho de Alcanena, onde artistas e artesãos do concelho e da região terão oportunidade de expor e vender os seus trabalhos. Nesta mostra poderão encontrar-se trabalhos em pele, têxteis, balaios de junco e feno, almofadas de retalhos, trabalhos de trapologia, escultura, pintura, cestaria, peças de madeiro, bairro ou feno, entre variadíssimos outros artigos. Ao visitar a Mostra de Artes e Ofícios terá oportunidade de conhecer toda a riqueza do artesanato local, no qual exercem especial influência as tradicionais e seculares indústrias de curtumes e dos têxteis.

As Tasquinhas e a Mostra de Artes e Ofícios do Concelho de Alcanena estarão abertas ao público entre as 12:00h e as 24:00h.
Todas as noites o serão será animado com música popular e tradicional portuguesa.
A inauguração do certame estará a cargo do Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Eng.º Luís Azevedo, e terá lugar às 18:00h do dia 4 de Outubro.
Visite-nos e delicie-se com os sabores mais tradicionais do nosso concelho!»
in site C. M. Alcanena

29 setembro, 2006

(Jardins Proibidos)



Se Justino Guedes sonhasse que a construção de sua casa de campo iria ser motivo de tanta história, certamente teria pensado duas vezes. Contudo, julgo que seria esse o seu objectivo. Uma casa só entra para a história quando merece ter histórias. E a Casa Açores merece ter histórias. Em boa hora o irmão do Mestre Roque Gameiro a mandou construir. Hoje é património local.

Construída em dois pisos num dos extremos da propriedade, marca a sua época com pormenores ricos em cantarias e interessantes em termos de arquitectura. Toda exposta ao Sol Nascente, revela na sua implantação a exigência de aproveitamento máximo do terreno para a construção de belos jardins. No outro dos extremos fica o célebre Torreão. Pequeno estúdio, que ao mesmo tempo delimita a propriedade e serve de cunho que “dá carácter à casa e um certo ar misterioso ”.

Foi casa de férias da família durante muitos anos. Imagino os bons momentos que filhos e netos devem ter passado naqueles belos jardins. Frondosos, bem tratados e cheios de mistérios, eram o sonho de todos os que passávamos do lado de cá do muro.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e depois de um certo abandono, a CM de Alcanena acabou por adquirir todo o património há cerca de 5 ou 6 anos.
Excelente decisão. Uma medida correcta e de aplaudir.
Disseram-me que custou 45 mil contos. Bom negócio. O património em causa vale esse valor.
Também ouvi dizer que o provável destino era colocar a Casa Açores ao serviço da cultura através do CAORG. Excelente ideia. O local ideal.

Após demolirem as escolas e com a entrada em cena do terreno das Eiras, as vontades ganham novos horizontes e tudo se começa a complicar e indefinir. Ninguém sabe nada. Dois espaços nobres com uma área considerável na zona central de Minde, e não existem quaisquer planos conhecidos da população.



As infiltrações eram muitas e o telhado ameaçava ruir, o que impeliu a CM Alcanena a proceder a uma substituição completa da cobertura. A obra foi adjudicada por 125 mil euros (25 mil contos) à Construtora do Lena. Queixam-se alguns prestigiados empreiteiros em Minde que a obra não teve concurso, nem foram convidados a dar orçamento («para uma obra na terra»).
Este telhado, custou a exorbitante fortuna de mais de 150 “contos” por M2, e mesmo assim o orçamento não deu sequer para “dar um arranjo” no pequeno beirado sobre o portão de entrada. Orçamentos curtos. Porca miséria.
A chaminé exterior, com o reboco caído e os cunhais de pedra desacompanhados, ameaça ruir, mas ninguém se preocupou em gastar uma saca de cimento para consolidar a situação. No contrato não constava e o orçamento não dava para mais.
O certo é que o telhado está lá, assim como o cartaz que assinala a obra.



E Agora ?

Para que possa haver algum benefício e retorno de um investimento que já foi iniciado à meia dúzia de anos, é necessário que comece a ter alguma utilidade. Os exteriores precisam de ser restaurados e os interiores completamente remodelados, incluindo infra-estruturas. Não sai barato, e se olharmos só para o custo que a CMA pagou pelo telhado, imaginemos a “conta”.
E os Jardins? E o restauro do Torreão? E os anexos? E as ampliações? E a ecologia? Oh, oh! Tá aqui obra.

As Eiras surgiram e a ideia de construir um edifício de raiz, em betão, num terreno plano, para as sedes das colectividades, é uma solução aliciante para os autarcas da CMA. Gastam menos dinheiro, constroem um edifício de maior visibilidade e de uma assentada resolvem o problema do CAORG e SMM, ficando com as colectividades na mão.
A maior vantagem é que conseguem pôr no congelador o dossier Casa Açores. Esse “berbicacho” ficará para quem vier depois.

Mais contentes, ficaram, esses mesmos autarcas, quando surgiram as diversas correntes de opinião sobre o assunto. Enquanto não se encontrar uma solução mais consensual, não terão de mexer uma única palha. «O pau vai e vem, mas folgam as costas».
Pelos vistos, a política do silêncio, da indefinição e do secretismo começa a dar frutos aos seus progenitores. Os anos passam e nós cá vamos indo…



Mas o assunto era a Casa Açores. Que destino?
Pelo seguimento que as coisas estão a levar, não lhe prevejo um destino muito risonho a curto ou médio prazo. Não há ideias, um plano, nada! Os custos são elevados, e não há vontade política em executar uma obra sem grande visibilidade

Se visitarmos hoje os jardins da Casa Açores, verificámos que existe uma parcela considerável que merece manter, mas outras áreas existem em que o jardim não passa de meros arbustos. Porque não equacionar o aproveitamento destas áreas para através de uma solução imaginativa, conciliar vários mundos. As soluções são redondas, e os maiores desafios, por vezes, apresentam os melhores resultados.

Não me indigna nada a ideia do espaço Açores ser concebido de modo a preservar a identidade das construções e jardins existentes, e a funcionar como um Centro Cultural. Uma “Gulbenkien” à dimensão regional. Só um projecto deste género poderá viabilizar uma utilização justificativa dos investimentos realizados e futuros. Um concurso de ideias poderia ser interessante.

A viabibilade de qualquer solução passará sempre por uma estratégia de autonomia e auto-sustentação económica do espaço. Caso contrário, a Casa Açores irá ser sempre um enorme Elefante Branco.
PM

28 setembro, 2006

Reabertura do Blog do Ninhou

Após quase seis meses de inactividade, o minde-online vai reiniciar uma nova marcha. O sentido agora será : "Sempre em Frente".
Pretende-se um espaço de divulgação do quotidiano minderico com notícias regionais, propostas, críticas e área de debate.
O minde-online passará a contar com a participação do Wolfinho como editor / contributor do blog. (Se alguém estiver interessado, basta contactar-nos.)

Bem-vindos todos os que nos visitarem, agradecemos os v/ comentários e sugestões, na esperança de estarmos a contribuir para o enriquecimento cultural e comunitário de Minde.

08 abril, 2006

Temporariamente Suspenso

Este blog está temporariamente suspenso.
Actualmente a sua continuidade
está a ser assugurada por um novo blog minderico.

POR FAVOR FAÇA CLICK EM


www.xarales.blogspot.com

Ajude os Bombeiros sem gastar um tostão

Se você é daqueles que deixa tudo para a última hora, saiba que o prazo para a entrega do Modelo 3 do IRS de 2005 foi porrogado até 12 de Maio, desde que o modelo seja preenchido via internet :
www.e-financas.gov.pt/de/jsp-dgci/main.jsp
De acordo com a lei Nº 16/2001 de de 22 de Junho, o Estado permite que 0,5% do IRS liquidado reverta a favor de uma instituição de utilidade pública. Pode encaminhá-lo para a Associação Bombeiros Voluntários de Minde e não terá qualquer trabalho nem pagará mais por isso.
É o Estado que transfere essa verba para os Bombeiros Voluntários de Minde. Para tal basta que no Modelo 3 - Anexo H - Benefícios Fiscais e Deduções no Quadro 9, campo 901 - Consignação de 0,5% do Imposto Liquidado escreva o Número de Identificação de Pessoa Colectiva da Associação Bombeiros Voluntários de Minde: NIPC - 501 318 089.
É fácil, sai barato e os Bombeiros Voluntários de Minde agradecem. É só escrever o referido nº., como se exemplifica no quadro abaixo. Colabore e ajude os n/ bombeiros. Nunca se sabe quando pode precisar deles.

07 abril, 2006

Grande Festa da Música 2006


INTRODUÇÃO
Recordando a célebre frase "Minde é uma Terra de Músicos", confirmada pela quase centenária banda da Sociedade Musical Mindense com mais de cinquenta intérpretes, e pela existência do Conservatório de Música Jaime Chavinha com cerca de quinhentos alunos, podemos considerar que Minde é o local ideal para a implementação deste grande projecto cultural que é a GRANDE FESTA DA MÚSICA, que se pretende venha a ter uma continuidade anual, e que integre o Festival de Jazz de Minde e outras actividades culturais complementares.
É um Projecto iniciado por um grupo de "carolas" que, em colaboração com diversas instituições e colectividades, pretende dinamizar a população de Minde, de modo a consolidar esta Festa da Música, e que a mesma venha a fazer parte integrante do roteiro nacional, tanto a nível cultural como musical.
A tradição musical da Freguesia de Minde é ímpar na região centro do país, e para além da citada banda da Sociedade Musical Mindense e do Conservatório de Música Jaime Chavinha, Minde orgulha-se ainda da excelente Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Minde, do Grupo Coral do CAORG com 42 elementos, do grupo de Percussão Clássica e Corporal, do Combo Juvenil de Jazz, do Rancho Folclórico do Covão do Coelho, do Coro Litúrgico da Igreja, e ainda de diversas bandas de música pop e rock.
Pode dizer-se que em cada casa minderica reside pelo menos um músico. Está na alma e na génese deste povo.
É neste contexto que julgamos que este projecto se assume de grande relevância, a curto prazo, para o desenvolvimento e projecção mediática da Freguesia de Minde e Concelho de Alcanena.


PROJECTO E ORGANIZAÇÃO
Em 2006 a realização da Grande Festa da Música está prevista para os dias 19, 20 e 21 de Maio, e o projecto do JAZZminde compreende a realização de três grandes concertos musicais (Sexta-Feira, Sábado e Domingo) com agrupamentos conceituados e de nível nacional.
Gostaríamos ainda de trazer a música para a rua, e nas tardes de Sábado e Domingo, realizar espectáculos na renovada Praça 14 de Agosto, um concerto da banda da Sociedade Musical Mindense no bonito e ex-libris Coreto do também renovado Largo das Eiras, para além de um espectáculo no Centro de Bem Estar Social.

Com a colaboração imprescindível das diversas entidades e colectividades de Minde, o objectivo será organizar uma Grande Festa Anual da Música, que integre como ícone principal o Festival de Jazz, mas que transcenda as limitações físicas dos espectáculos nocturnos do mesmo, através da organização, no mesmo fim-de-semana, de outros espectáculos e actividades culturais paralelas.
Associar Minde a um evento desta natureza, que, continuadamente, possa ganhar projecção nos meios culturais e audiovisuais, e comece a atrair uma determinada faixa do designado turismo cultural, só poderá prestigiar e dignificar o nome da Vila de Minde, aproveitando a oportunidade para divulgar os “valores musicais e culturais da nossa terra”.

Com base nestes conceitos, a comissão organizadora do JAZZminde, estabeleceu protocolos de colaboração com as seguintes entidades o colectividades de Minde :
» Junta de Freguesia de Minde
» Associação dos Bombeiros Voluntários de Minde
» Sociedade Musical Mindense
» Centro de Artes o Ofícios Roque Gameiro
» Comissão Frabriqueira da Igreja
» Centro de Bem Estar Social de Minde
» Casa do Povo de Minde

É um evento com uma organização logística complexa e que envolve a participação de mais de 200 músicos e solistas e mais de 100 colaboradores noutras áreas.
Este ano, num acto de solidariedade para com a tragédia ocorrida em 13 de Dezembro no quartel do bombeiros, a comissão organizadora do JAZZminde 2006 deliberou que todas as possíveis receitas geradas por este evento serão em benefício da Associação dos Bombeiros Voluntários de Minde.
Nos espectáculos realizados ao ar livre serão montadas esplanadas c/ serviço e exploração de bares a cargo dos Bombeiros Voluntários de Minde. No recinto do Festival de Jazz o serviço da bar e mesas será assegurado e explorado pela Sociedade Musical Mindense.

www.jazzminde.com
FINANCIAMENTOS
Apesar do carácter voluntário de todos os elementos que integram a organização e da participação gratuito de muitos dos intervenientes, existem alguns custos de ordem logística e técnica para além dos respectivos honorários cobrados pelos profissionais da música.
É nossa intenção inserir este evento nas comemorações do aniversário do Concelho de Alcanena e para que este evento seja possível, resta-nos apelar ao apoio Câmara Municipal, de algumas empresas particulares, ao merchandising e ao mecenato, e á colaboração da população de Minde.

A referenciar ainda que este projecto reúne todas as condições para num futuro muito próximo poder vir a ser financiado pelo Ministério da Cultura, através do Instituto das Artes, e que já no próximo ano nos pretendemos candidatar. Contudo, o Instituto das Artes só apoia iniciativas e projectos sustentados com pelo menos 3 anos de actividade, sendo de vital importância que este ano não interrompamos o ciclo já iniciado para podermos reunir as condições necessárias. Se não semearmos não podemos vir a colher !

CONCLUSÃO
Este é um projecto que consideramos ter pernas para andar, e que a muito breve prazo poderá vir a trazer grandes benefícios para a Vila de Minde. Pretendemos colocar Minde no mapa, ajudar e colaborar com as colectividades e implantar em Minde um evento que tenha repercusões nos meios mediáticos e na comunicação social.
Mas não basta a boa vontade de meia dúzia de carolas. É preciso que as entidades e a população digam SIM a este projecto. A Cultura é a maior riqueza de um Povo.
Para mais informações e programação consultar www.jazzminde.com

06 abril, 2006

Agenda Culltural da C.M. Alcanena - 2006


Se lermos o discurso de tomada de posse do Sr. Presidente da Câmara de Alcanena no início do novo mandato, podemos concluir que a cultura e o turismo são duas das grandes apostas da Câmara Municipal para os próximos anos do mandato. Concordo e aplaudo, com a resalva de que a indústria deve manter a sua grande prioridade, visto que é o sustentáculo do concelho.
Todos nós sabemos que a Cultura é a grande riqueza de um povo, e a n/ legislação obriga a que determinada percentagem das receitas das autarquias seja investida na Cultura. (É de Lei).
Visitando a página da net da C. M. Alcanena em www.cm-alcanena.pt/agenda/index.asp , podemos observar que na agenda cultural da CMA para 2006 estão programados 24 eventos.
Destas duas dúzias de eventos (alguns, pouco ou nada têm a ver com a cultura), constatamos que 23 deles estão programados para Alcanena, e apenas 1 para Minde, que foi o caso do teatro para crianças Bão Preto, realizado no passado dia 26 de Fevereiro. Mesmo este evento, só se realizou em Minde porque as infindáveis obras do Cine-Teatro de Alcanena não estão concluídas, sendo que, inicialmente estava previsto para aquele local.
Podemos ainda constatar que 10 dos referidos eventos estão agendados para o Pavilhão Multiusos, porque existe a necessidade de justificar a sua injustificável construção. Mas enfim...
Neste contexto, será de admitir que se a Câmara Municipal investir algumas migalhas em eventos ou projectos culturais em Minde não nos está a fazer favor nenhum, mas sim a cumprir o seu dever.
Recordo que Minde é a 2ª maior terra do concelho e, em termos culturais podemos afirmar que orgulhosamente nos apresentamos na fila da frente. Para bom entendedor meia-palavra basta ...
Na teoria da relatividade, já o menino Carlinhos dizia : 2 e 2 são quatro se somados na vertical, mas se adicionados na horizontal o resultado é igual a 22.

05 abril, 2006

Zona Industrial de Minde


"Os complexos processos de arranque das obras para as infraestruturas das zonas industriais de Alcanena e Minde estão em fase de andamentos distintos, prevendo-se que a Z.I. de Minde seja a primeira a iniciar-se, ainda em 2005."
"Para arranque da obra de infraestruturas da zona industrial de Minde, a Câmara Municipal aguarda apenas que sejam finalizados os processos borucráticos que permitam a propriedade da totalidade dos terrenos afectos ao projecto, já que, nos casos onde foi possível obter um acordo com os proprietários, se aguarda o fim do processo de posse administrativa.
O concurso da obra já foi efectuado, tendo a mesma sido adjudicada por € 853.502.50 (-IVA) ao Consórcio Externo formado pelas empresas Construções do Lena e Construções Aquino. O contrato foi igualmente celebrado, tendo já sido fiscalizado, e aprovado, pelo Tribunal de Contas."


- Não, isto não foi escrito e publicado no dia 1 de Abril. Este artigo tem mais de um ano, e foi o que os n/ autarcas afirmavam no mandato anterior e antes de serem eleitos c/ maioria absoluta para um novo mandato.
Alguém anda a mentir, e a brincar com os n/ impostos. Agora vêm com a treta da badalada zona industrial para os lados do Covão / Vale Alto, e daqui 10 anos (se ainda lá estiverem) vão dizer que junto á Videla é que é o local ideal. Tangas e mais tangas é a especialidade do Azevedismo.
Até posso concordar, com um grande Parque Industrial e Terminal TIR na Zona do Covão / Vale Alto, mas o "cu não tem nada a ver com as calças", e apenas se pretende levantar a confusão para que tudo fique na mesma. Tive um grande professor que afirmava: "A indecisão causa muito mais estragos do que uma má decisão".
Entretanto, em Mira de Aire (começaram depois), o Parque Industrial começa a ganhar forma, e já existem empresas a fazerem projectos, como é o caso de uma conceituada firma francesa que se pretende lá estabelecer.
Em Minde, não se pode pensar em tal coisa. Nem o PDM vão ser capazes de alterar.
Por este andar onde é que isto vai parar ? Se não nos pusermos "a pau" estamos lixados. Sim é o termo exacto. Somos uma "geração rasca" que permite que o esforço dos nossos pais e avós em tentar fazer de Minde uma terra industrial tenha sido todo em vão, por culpa de alguns que apenas pensam no seu bem estar e se estão marimbando para Minde.
Pensem nisto meus amigos, porque o assunto é sério !!!