A edição de hoje do JORNAL TORREJANO coloca em primeira página o projecto Museu do Território a levar a efeito pela Câmara de Alcanena, com referências às três próximas inaugurações que se aproximam: Museu da Boneca, Museu Roque Gameiro (agora parece que já se chama assim) e Museu do Curtume.
O Museu da Boneca será inaugurado ainda este mês, o Museu Roque Gameiro em Abril e o Museu do Curtume para o próximo ano.
Neste post destaco apenas o Museu Roque Gameiro, podendo no ALCANENA-ONLINE ser lidos os apontamentos sobre os restantes museus.Museu do Território de Alcanena: a cultura como estratégia de desenvolvimentoO investimento no património e na cultura como forma de desenvolvimento do concelho é uma das estratégias assumidas pelo município de Alcanena. Prova disso é o Museu do Território, um projecto museológico integrado que tem agendado para este ano as inaugurações do Museu da Boneca e do Museu Roque Gameiro e, para o ano que vem, a do Museu do Curtume. Três núcleos que, a juntar ao Carsoscópio e ao Museu do Espinheiro, pretendem, acima de tudo, preservar e divulgar o património local.

O Museu do Território promete revolucionar o concelho de Alcanena em termos culturais: no espaço de pouco mais de ano pretende a autarquia inaugurar três núcleos museológicos que farão, todos eles, parte integrante de um só projecto com objectivos bem definidos: preservar e promover o património natural, industrial e humano de Alcanena, ao mesmo tempo que desenvolve o concelho através do turismo. O Museu do Curtume, projecto-mor deste conjunto, surgiu como um dos projectos âncora da campanha eleitoral de 2001, do executivo liderado por Luís Azevedo, e tudo o que tem sido feito desde então, está prestes a tornar-se visível. Com a inauguração do Centro de Ciência Viva e com o sucesso que este tem tido, entendeu o executivo ter condições para avançar com um projecto integrado e multifacetado de museus, onde se inserem ainda o Museu Roque Gameiro e o da Boneca.
E de museus porque, como explicou fonte ligada à autarquia, o turismo é um dos principais vectores de desenvolvimento e no qual se deve investir. Não havendo castelos ou mosteiros para dinamizar em prol do desenvolvimento, o executivo liderado por Luís Azevedo entendeu ser necessário dinamizar o património existente no concelho, não menos valioso, que é o património histórico, local e industrial.
No dia 14 de Fevereiro deverá ser inaugurado o Museu da Boneca e em Abril, o Museu Roque Gameiro, em Minde. Dentro de ano e meio espera-se estar a inaugurar o Museu do Curtume, este sim a ”jóia da coroa” do actual executivo. Três núcleos museológicos que, a juntar ao Museu Etnográfico do Espinheiro e ao Carsoscópio, formarão o então designado Museu do Território, uma rede museulógica municipal.
Museu Roque Gameiro
O Museu Roque Gameiro tem também inauguração marcada para este ano, estando apenas por definir a data. Espera-se que em Abril, por altura aniversário de nascimento de Alfredo Roque Gameiro, natural de Minde, que dá o nome ao museu.
O projecto passou por recuperar uma casa histórica no centro de Minde, cuja traça arquitectónica, só por si, valoriza o núcleo, e que está intimamente ligada à história de Minde e da própria família Roque Gameiro. No espaço estará exposto o espólio do Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro (CAORG), um conjunto de obras de Alfredo Roque Gameiro e alguns bens pessoais do artista. A dinamização do espaço ficará a cargo do CAORG, estando agora por assinar o protocolo que definirá as regras da parceria. Além da exposição, o Museu da Aguarela, como também se designa, deverá ainda realizar outras actividades, como por exemplo ateliês de pintura, tecelagem, entre outros.
O investimento do município neste projecto, que contou também com comparticipação do QCAIII, ronda os 600 mil euros, já contabilizando as obras e os equipamentos. O início do projecto remonta já a 2001, uma vez que a casa havia já sido adquirida num mandato anterior, mas atrasos no financiamento atrasaram o projecto. Passadas as contrariedades, a população de Minde fica agora com um espaço digno para expor os trabalhos do seu conterrâneo, num edifício que dá outra vida à vila.
(...)
2010 deverá marcar a conclusão do Museu do Curtume e o arranque em pleno do Museu do Território. Outros projectos estão já identificados, mas ficam por fazer. Primeiro, é necessário saber se haverá condições para os concretizar.
Ler mais no »»» ALCANENA-ONLINECOMENTÁRIO:
"E de museus porque, como explicou fonte ligada à autarquia, o turismo é um dos principais vectores de desenvolvimento e no qual se deve investir. Não havendo castelos ou mosteiros para dinamizar em prol do desenvolvimento, o executivo liderado por Luís Azevedo entendeu ser necessário dinamizar o património existente no concelho, não menos valioso, que é o património histórico, local e industrial."
O discurso continua a falar em turismo. Mas o que se tem feito em prol do mesmo? Que melhor aposta do que realmente uma boa estrada que ligasse esse tal turismo a um dos maiores centros turísticos do país que é Fátima?
Não temos castelos ou mosteiros para dinamizar, mas temos alguma natureza. Com excepção da àrea do Alviela, que apoios e iniciativas se tem feito nessa dinâmica? O Polje de Minde, que é uma das 17 RAMSAR do país, e a 13 Kms de Fátima, bem merecia ser visto com outros olhos. Precisa é de infraestruturas e equipamentos complementares. Tal como a Nascente do Alviela, garantidamente este tipo de ecoturismo atrairá mais gente do que o conjunto de todos os museus do concelho. Basta ver a experiência que se fez o ano passado com o BTT MINDE e que se repetirá este ano.