08 janeiro, 2008

Prestar contas ou a necessária «accountability»

«Accountability» é uma excelente palavra inglesa que em português se pode traduzir, deficientemente, por prestar contas. «Accountability» significa que quem desempenha funções de importância na sociedade deve regularmente explicar o que anda a fazer, como faz, por que faz, quanto gasta e o que vai fazer a seguir. Não se trata, portanto, apenas de prestar contas em termos quantitativos mas de auto-avaliar a obra feita, de dar a conhecer o que se conseguiu e de justificar aquilo em que se falhou.

A obrigação de prestar contas, neste sentido amplo, é tanto maior quanto a função é pública, ou seja, quando se trata do desempenho de cargos pagos pelo dinheiro dos contribuintes.

Em Portugal, a «accountability», a prestação regular de contas, não faz parte dos nossos brandos costumes. Os titulares do poder governamental ou parlamentar, os responsáveis da Administração Pública, Regional ou Local, os autarcas, os gestores das empresas públicas, são parcos na apresentação pública, ordenada e clara do que cumprem e não cumprem. Desde o não preenchimento e depósito das declarações sobre património e rendimentos até ao não esclarecimento de largas ultrapassagens dos orçamentos em tantas obras públicas e camarárias, passando pelo mistério do total silêncio de vários deputados durante quatro anos de mandato na Assembleia da República ou pelas promessas não concretizadas, embora com data marcada, dos governantes, são inúmeros os exemplos de total desprezo pelo conceito de «accountability» e pelo comportamento ético que ele implica.

É certo que os meios de comunicação social, incluindo a Internet, com tudo o que esta comporta de boa e de má informação, obrigam cada vez mais os detentores do poder - todos eles, do Presidente da República ao dirigente do clube de futebol - à frequente prestação de contas e impedem-nos de só abrirem a boca nos momentos eleitorais ou nas assembleias gerais das empresas ou das associações desportivas, culturais e de solidariedade social. A livre e instantânea circulação de abundante informação cria sem dúvida novas formas de legitimação do poder.

Mas não é menos certo que nem sempre os «media» conseguem cumprir esse papel. Sobretudo, mesmo em democracia, em países onde os Governos, pelas vias legislativa e administrativa e pela distribuição de favores políticos, conseguem dominar ou condicionar o que é publicado e instaurar a autocensura.

Nesses casos, a «accountability» é um projecto adiado. E muitas vezes surge a arrogância como camuflagem desse adiamento.

NOTA: Editorial do jornal «Expresso» do passado Sábado, dia 5 de Janeiro de 2008.
Conteúdo pernitente e com algum significado na nossa terra, sobretudo para o CAORG, que cita sempre as suas assembleias gerais no processo do Museu Roque Gameiro.
E também se aplica no penúltimo parágrafo à recente polémica sobre o Jornal de Minde. Porque é o risco da «autocensura» que está em causa.

Os destaques são da nossa responsabilidade.

Um Concelho Pacato

Somos um concelho pacato. Nada se passa por aqui.
A avaliar pelo site da CMA, que ainda não despiu as vestes de Natal, e onde já não entra uma vírgula há quase um mês, dá para ver que além de uns foguetes não anunciados no fim-de-ano, vamos rolando sobre rodas e "docement".



Se não fosse a inauguração do Carsoscópio, a notícia do último acontecimento seria a entrega dos desfibrilhadores aos bombeiros em Outubro.
No fim do ano foram publicadas as actas dos últimos seis meses, e daqui a outros seis, com um pouco de sorte, devem ser publicadas as próximas.
"Vai-se fazendo o que se pode, porque agora tá frio e não dá jeito nenhum trabalhar. Mas o que seria bom era a malta ir passar um período de gestão á geminada Praia. Os rapazes de Cabo Verde vinham para cá gerir isto um tempo, e nós íamos para lá. Uma troca temporária, neste época chata de Inverno."

Sobre o Alcanena 2013, nem uma palavra. São trezentas e tal páginas de conteúdo e informação estratégia tão valiosa e inovadora, que não vá algum acto de sabotagem copiá-la para aplicar noutros concelhos.
Esqueceram-se da internet, e, num acto de espionagem, acabamos todos por conhecer o secreto plano x: Vem aí o Museu Territorial. - Alcanena vai ser mesmo a Capital dos Museus. Boa !!!
No último pacote de actas publicadas (deu jeito porque havia umas medidas pomposas a anunciar na última reunião), podemos ler, e verificar, que o secreto Alcanena 2013 com o seu Museu Territorial já está em "movement".
Copiei este trecho da
acta de 26.11.07, pág. 11 e 17:

"(...)
_______ 5 – Pela Vereadora, Senhora Ana Cláudia Cohen Gonzaga Borges Caseiro Inácio Coelho, foram apresentados os seguintes assuntos
(...)
_______ 5.4 – Sobre o Museu do Curtume, recordou que na reunião da aprovação do projecto foi assumido pelo Senhor Vice-Presidente que a obra só avançaria se houvesse financiamento. Dado que foi transmitido pelos meios de comunicação a assinatura do auto de consignação, gostaria de saber qual é o ponto da situação relativamente ao financiamento.
_______ A propósito do Museu do Curtume, referiu outros equipamentos municipais – Museu da Aguarela, Cine Teatro e Ciência Viva....
(...)
_______ 8 – Pela Excelentíssimo Senhor Presidente da
Câmara, foram prestados os seguintes esclarecimentos acerca
dos assuntos referidos pelos Senhores Vereadores:

(...)
_______ 8.4 – Sobre o Museu do Curtume, disse que tivemos recentemente a indicação por parte do Programa Operacional da Cultura, de que iria haver verbas disponíveis para o projecto. Falta apenas quantificar a percentagem. Daí que o projecto está a avançar.

_______ A Vereadora, Senhora Ana Cláudia Cohen Gonzaga Borges Caseiro Inácio Coelho, disse que se os fundos comunitários comparticiparem o projecto a sessenta por cento, a parte a custear pela Autarquia, ainda é elevada.
Perguntou como é que se pensa financiar a percentagem que não é comparticipada.

_______ O Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara, disse que como é um projecto comparticipado pelos Fundos Comunitários, a Autarquia pode socorrer-se de empréstimos bancários para fazer face à percentagem não comparticipada.
_______ Acrescentou que o Museu do Curtume em Alcanena é um projecto prioritário do Alcanena dois mil e treze.
(...)"



COMENTÁRIO:
Ainda bem que temos crédito no banco e que vamos ter depressa o Museu do Curtume. Estava a ver que nunca mais chegava. Finalmente uma luz ao fundo do túnel e uma réstea de esperança e fé num rápido e próspero desenvolvimento do concelho. Espero que o próximo seja o Museu da Vela e da Vassoura.
Alcanena será finalmente a Capital dos Museus. Essa coisa dos "maus cheiros" já faz parte do passado.
Vamos todos rezar para que o "santo QREN" não nos falhe !!!
(Senão, não haverá dinheiro que pague a indemenização ao empreiteiro).

Almoço de Confraternização

ALMOÇO de CONFRATERNIZAÇÃO

ANTIGOS ALUNOS
COLÉGIOS de Stª. MARIA e ANDRADE CORVO
TORRES NOVAS
Dia 15 de MARÇO 2008


Informações:- Luís Rua - Tm. 918529523
luisrua227@gmail.com
colegioac@cacorvo.pt

07 janeiro, 2008

Num dos planetas da quarta sesta do margaceiro



"Num dos planetas da quarta sesta do margaceiro o Penostra de Belém andou de peneireiro a mirantar as didezas causadas pela falta de regatinha das carrascudas nas terrujas do trastagano. Devido à trilha ser muito teodorinha para os do Noé na dos sete palmos daquelas terrujas há muitos pasmados sequeiros e houve até alguns que encolheram os mirantes por causa da âmbria".

Esta a notícia publicada na edição n° 423 do Jornal de Minde, da qual, por certo, o meu leitor não logrou entender patavina.

Segue a tradução: "Num dos últimos dias de Março o Presidente da República andou de helicóptero a ver os prejuízos causados pela seca nas terras do Alentejo.
Devido à falta de pastagens naquela região, o gado bovino encontra-se em estado de grande magreza havendo até casos de animais que morreram devido à fome".
O texto por que introduzimos esta crónica é a expressão, que o tempo vai desgastando, do linguajar da gente de Minde. É a "piação do Ninhou", o calão dos habitantes de Minde, de outros tempos, claro está.
Terra agreste e avara. De um lado a Serra de Aire, à ilharga a de Santo António. Na terra escassa e vermelha, tanto quanto o permitem as intermitências dos calcários, medram carvalhos, medronhos, alecrins. E oliveiras, ralas.

Em 1147, D. Afonso Henriques trilhou os caminhos da serra. Vinha de Coimbra. E terá sustido a marcha no sítio que mais tarde passou a ser Minde. Pouco tempo se deteve o rei, de longada para Santarém. Apenas o bastante para dar descanso à peonagem e às montadas. E concertar com Mem Ramires um estragema para desalojar os mouros da vila.
Por ali -falo de Minde- se mantiveram, todavia, alguns pastores, afrontando as inclemências da serra bruta e agreste. A pastorícia potenciou o fabrico artesanal de lanifícios.
E foi assim que, ao longo dos tempos, os homens de Minde se fizeram cardadores, mercadores de lãs, vendedores de mantas.
Caberá, por isso, falar do calão minderico que é uma modalidade de gíria, com carácter reservado e específico de uma comunidade regional, destinado a não ser entendido senão por um grupo de pessoas.

O calão minderico é um código linguístico próprio de um grupo sócio-cultural que deambulava pelas feiras mercadejando lãs.
A gíria ou calão minderico, a “piação de charales”, assumia, nessas circunstâncias, um carácter instrumental, deliberadamente hermético. Um linguajar destinado a ser usado numa esfera restrita de pessoas, inacessível a não iniciados; um exercício, afinal, de autodefesa do grupo.
O grupo, todavia, a comunidade que sustentou o calão minderico dá hoje sinais de manifesta desagregação.
A indústria das lãs, das mantas de Minde, factor de desenvolvimento e progresso da vila, mergulhou em profunda decadência. Sem remissão.
Minde é agora uma recordação, tirante a etnografia, ela própria também do passado.



Subsiste a paisagem, única, deslumbrante. Os campos de lapiás, os matos rasteiros, oliveiras, azinheiras. E lapas, grutas, algares.
De par com os cardos e alecrins, as primeiras chuvas farão desabrochar narcisos, orquídeas, jacintos-das-campos.
E se o Inverno for generoso, terá o leitor diante de si um trecho de paisagem sem par, o polje de Minde, um fenómeno natural único no país.
O polje é uma lagoa de grandes proporções que se estende por uma depressão plana, entre Minde e Mira de Aire, e que, após alguns meses, se esvai, indo alimentar os aquíferos que integram o sistema hidrográfico da região. Dos muitos, aliás, admiráveis caminhos que o leitor poderá percorrer permito-me sugerir-lhe, ao acaso: Torres Novas, Moitas Venda, Serra de Santo António, Minde.

Cumprimentos do covano da terruja de S. Martinho.
Ou seja: cumprimentos deste seu amigo da Golegã.
Farinha Marques in "O Riachense"

O Mistério da Casa Amarela

Tem-se revelado um verdadeiro mistério esta história da "Casa Amarela" de Minde, que alguns sites e enciclopédias têm publicado como sendo um dos patrimónios edificados na nossa terra.

Uns têm dito que é a Casa do Sr. Manuel Carmona na Praça, outros apostam que é a casa onde morava a Sra. Adélia, mâe do Sr. José Capaz, na Rua Dr. Totta. Tavez, mas...
Parece-me que não é uma nem outra. Tal como as antigas escolas, que foram demolidas recentemente, desta Casa Amarela só existem vestígios. Somos especialistas nisto das demolições.

O Site da ANAFRE refere:
"A Casa Amarela de 1924 é um edifício neogótico, com varandas em ferro forjado, painel de azulejos de Dalia Pena descreve a Feira de Sant’Ana, o forro de azulejos é de Rafael Bordalo Pinheiro."

A referência á Dália Pena é uma pista nova. Alguém em Minde me indicou (e eu fui ver) que este painel é o que está no muro da entrada de uma antiga casa amarela que existia naquele local, e que agora está devoluto.
O Painel de azulejos está lá no muro (que tem um portão em ferro), foi pintado pela Dália Pena, retrata St. António, mas metade já caíu.
Fica na subida da Travessa da Freira, entra a casa do Quinolo e da filha do Sr. Henrique Luís.

Terá sido ali a tal CASA AMARELA ?

NOTA: Pelo menos, o painel de azulejos merecia ser aproveitado e retirado daquelas condições de degradação em que está. Assim vai acabar por cair todo!


PS : Ainda não tinha anunciado, mas na coluna lateral pode consultar, ampliar, brincar, com o mapa do google linkado a Minde. (estão lá quase todas as ruas)

05 janeiro, 2008

Notícias do CUMT



No CUMT, Comunidade Urbana do Médio Tejo, que integra actualmente os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, apesar da inauguração da nova sede em Tomar, a situação financeira está a gerar controvérsia e algum mal-estar entre os associados.

Funcionários dos GAT fazem disparar custos de pessoal na Comunidade Urbana do Médio Tejo

A Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT) vai aumentar significativamente os seus custos de funcionamento por via da absorção dos funcionários que até agora estavam adstritos aos três gabinetes de apoio técnico (GAT) existentes na região – Abrantes, Tomar e Torres Novas – estruturas que sempre foram financiadas pela administração central.

A passagem previsível do ónus para a CUMT está a gerar controvérsia entre os municípios que compõem a comunidade. “Não podemos admitir que as câmaras estejam impedidas de contratar mais pessoas por imposição do Governo e depois vermos os custos da Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT) dispararem por causa do aumento dos recursos humanos”, critica o presidente da Câmara de Constância, António Mendes (CDU), adiantando que se está a criar uma “super estrutura” no Médio Tejo que tem de ser alimentada pelos municípios.

Em 2006 as despesas com pessoal situaram-se na casa dos 30 mil euros mensais, representando a grande fatia das despesas correntes da CUMT, que se situavam então nos 37 mil euros/mês. O ano passado as despesas com pessoal subiram para os 34.300 euros, com o total das despesas correntes a situar-se nos 40.800 euros. De acordo com o orçamento para 2008, aprovado o mês passado, as despesas com pessoal vão chegar aos 47.500 euros, de um total de despesas correntes estimado em 55.600 euros.

O descontentamento do autarca de Constância é comum ao de outros colegas, particularmente os dos municípios mais pequenos, que consideraram “intolerável” a subida prevista de encargos num momento em que as autarquias estão obrigadas a “cortes e restrições drásticas”. Luís Azevedo (ICA), presidente de Alcanena, considera que os valores são exagerados, “principalmente para quem vive sempre com problemas de tesouraria”, e apela ao bom senso nesta matéria.

Para acentuar o seu descontentamento sobre os aumentos previstos o presidente da Câmara da Barquinha, Miguel Pombeiro (PS), decidiu mesmo abster-se na votação do plano e orçamento da CUMT para 2008 “por não se rever nas opções tomadas”. Um “acto de coragem” que não foi seguido por mais nenhum dos seus colegas.
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Municípios devem 457 mil euros em quotas à Comunidade Urbana do Médio Tejo

Os municípios que integram a Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT) devem 457 mil euros de quotas em atraso. Não há uma única autarquia que tenha as contas em dia mas o facto de algumas não pagarem a quota mensal há mais de um ano está a levantar grande celeuma entre as câmaras que se têm esforçado para não se atrasar com os pagamentos. Ainda mais numa altura em que a junta e a assembleia da CUMT já aprovaram um aumento exponencial do valor das contribuições autárquicas para 2008.

“Enquanto o assunto do aumento das quotas não for aclarado e as dívidas não forem pagas não transferimos mais nenhum dinheiro para a comunidade”. A posição do município de Constância, assumida pelo presidente António Mendes (CDU), é clara e diz bem do descontentamento que reina no seio da CUMT.

Só a Câmara do Sardoal, uma das que tem uma quotização de menor valor – ronda os três mil euros mensais - deve à comunidade 83 mil euros, sendo mesmo a que regista maior dívida. Na lista “negra”, o segundo lugar do pódio vai para o município de Torres Novas, devedor em 80 mil euros, seguindo-se a alguma distância a Câmara de Tomar, com 57 mil euros.

O município da Barquinha deve 56 mil euros, o de Mação 46 mil euros e o de Alcanena 36 mil euros. Abrantes tem uma dívida de 30 mil euros, o Entroncamento soma já 23 mil euros e Ferreira do Zêzere dez mil euros. Constância é o município que menos deve – seis mil euros, correspondentes a um atraso de dois meses. Ourém, que apesar de até agora ter estado integrada na Área Metropolitana de Leiria faz as candidaturas e recebe os financiamentos comunitários através da CUMT, também paga quotização, tendo actualmente uma dívida de 26 mil euros. São valores arredondados que, no total, somam uma dívida apurada, no final de Novembro, de 457.500 euros.
Ler mais in "O Mirante"


Aumento de quotas dos municípios do Médio Tejo ainda por definir

O presidente da Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT) disse que o aumento das quotas para 2008 dos 10 municípios que integram a CUMT, da ordem dos 30 por cento, vai ser ainda "acertado". O aumento do valor da quota para 2008 gerou algum descontentamento, sobretudo em municípios mais pequenos, que consideraram "intolerável" a subida prevista de encargos num momento em que as autarquias estão obrigadas a "cortes e restrições drásticas", segundo disse um dos autarcas à Lusa.

António Paiva afirmou que o assunto foi já debatido no seio da CUMT e que tem havido preocupação em perceber as dificuldades dos municípios mais pequenos. Como exemplo aponta o facto de os estatutos da CUMT estabelecerem que 40 por cento do valor da quota é igual para todos, sendo os restantes 60 por cento proporcionais às receitas dos municípios.

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Alcanena: Fugitivos disparam contra BT

Uma viatura da BT da GNR de Santarém foi alvejada ontem durante uma perseguição a um automóvel com matrícula falsa que transportava dois a três indivíduos.
Segundo o comando-geral da BT, o condutor da viatura suspeita foi mandado parar na A1, mas não acatou a ordem e fugiu em direcção à A23. Os militares seguiram o veículo, mas quando entraram na EN243, a caminho de Alcanena, foram alvejados pelos fugitivos. Um dos projécteis atingiu o pára-brisas do carro-patrulha, obrigando os militares a parar. A viatura suspeita foi encontrada mais tarde em Alcanena.
In "Correio da Manhã"

PS: De acordo com o comandante BT de Santarém, tenente João Figueiredo, os disparos ocorreram cerca das 08h20, na Estrada Nacional 243, junto à rotunda do Intermarché, em Alcanena, e veio-se a apurar que a viatura ligeira comercial foi furtada no concelho de Ourém, devendo ser restituída ao proprietário.

04 janeiro, 2008

Anulado o Lisboa Dakar 2008



A prova que devia ter inicio amanhão do Lisboa/Dakar 2008 foi cancelada por questões de segurança.
A decisão apanhou todos de surpresa. A organização do Lisboa-Dakar 2008 anulou hoje a prova, pela primeira vez em 30 anos, devido às tensões políticas internacionais, ao assassínio de quatro franceses na Mauritânia e às ameaças de terrorismo islâmico contra caravana.


"Tenho uma péssima notícia, o Dakar 2008 não arrancará", anunciou Etienne Lavigne, responsável da Amaury Sport Organisation (ASO), organizador da prova, perante um grande auditório do Centro Cultural de Belém, repleto e com as faces dos participantes a expressarem desilusão e frustração.

Lavigne explicou que, "após várias trocas de informação com o Governo francês, em particular com o ministério dos Negócios Estrangeiros, e tendo em conta as suas firmes recomendações, os organizadores decidiram cancelar o rali, que deveria realizar-se de 05 a 20 de Janeiro".
"Tendo em conta as actuais tensões políticas internacionais, o assassínio de quatro turistas, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo da Al-Qaeda, no Magrebe Islâmico, e, acima de tudo, às ameaças directas lançadas contra a prova por movimentos terroristas, a ASO não pode tomar outra decisão que não seja a anulação da prova", precisou Lavigne.

Mais informações e vídeo: http://www.ciclobtt.blogspot.com/

Vamos pagar menos 1% de IRS

As câmaras municipais que abdicaram de receber entre 0,5 e 1 por cento das deduções feitas pelos munícipes para o IRS têm consciência que a situação vai prejudicar a estabilidade financeira das autarquias.
Municípios da região como Almeirim, Torres Novas, Alcanena e Abrantes decidiram dar um rebuçado aos munícipes ao reduzirem a taxa de IRS nos seus concelhos. Uma prerrogativa concedida pelo Governo que alivia um pouco a carga fiscal sobre os contribuintes e significa a perda de receitas para as autarquias. É por isso que alguns autarcas dizem que a medida tem mais prejuízos para as câmaras municipais que benefícios para os cidadãos. No concelho de Abrantes a autarquia abdica, a favor dos contribuintes, de 0,5 por cento do montante a que tem direito sobre o IRS cobrado no concelho. Enquanto nos outros três casos, os cofres camarários deixam de contar com menos um por cento do montante que é transferido do Estado por via da Lei das Finanças Locais.

De acordo com a nova Lei das Finanças Locais, os municípios têm direito, em cada ano, a uma participação variável até 5 por cento no IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no respectivo concelho, relativa aos rendimentos do ano imediatamente anterior, calculada sobre a respectiva colecta líquida das deduções. Há quem justifique que a redução sobre o montante proveniente da taxa de IRS que as câmaras podem decidir, cujo máximo é de 5 por cento, pode funcionar com atractivo para fixação de população.

Mas há presidentes de câmara, como o de Almeirim, que não têm pejo em dizer que a sua autarquia decidiu receber apenas 4% para não defraudar as expectativas dos munícipes. “Esta questão das câmaras poderem beneficiar os residentes em sede do imposto de IRS foi muito badalada e criaram-se expectativas. Se não déssemos este benefício as pessoas iriam sentir-se defraudadas”, justificou Sousa Gomes (PS).

A prova de que se trata de uma questão mais política que social está na explicação dada pelo presidente da Câmara de Alcanena. Luís Azevedo assume que propôs a redução de IRS em troca da aprovação pela oposição do orçamento da câmara para 2008 na assembleia municipal, onde os Independentes pelo Concelho de Alcanena (ICA) não têm maioria absoluta. Mas também admite que as finanças da autarquia vão ressentir-se com esta decisão.



Em Almeirim o município vai, numa estimativa, receber menos cerca de 100 mil euros, enquanto Alcanena perde cerca de 40 mil euros. “Traduzindo isto para as pessoas os ganhos divididos por cada uma vão ser muito reduzidos”, salienta Luís Azevedo, acrescenta que esta medida não traduz um mecanismo de competitividade. Sousa Gomes tem consciência que com 100 mil euros “se podiam arranjar algumas ruas”, mas ressalva que o Governo ao permitir às câmaras mexer nas taxas criou um ónus político que ficou do lado dos municípios.

Luís Azevedo não sabe se a decisão que tomou lhe vai dar mais votos nas próximas eleições, mas há autarcas que decidiram arriscar perder eleitores em nome da estabilidade financeira das câmaras. Como é o caso de Vila Franca de Xira, Azambuja, Santarém, Coruche, Entroncamento, entre outras. “Com a situação financeira da câmara não podemos prescindir de receitas e se o Estado quer fazer baixar os impostos que o faça mas não à custa das autarquias”, realça o vice-presidente do município de Santarém, Ramiro Matos (PSD).

“Ao abdicar de uma percentagem esta seria uma medida política e nós precisamos de todo o dinheiro para investir em obras”, reforça o presidente do Entroncamento, o social-democrata Jaime Ramos. “Não podemos desatar a baixar as taxas todas. Não podemos estar a abdicar de receitas sem saber bem quais vão ser as consequências”, reforça Joaquim Ramos (PS), presidente da Câmara de Azambuja.

Recorde-se que a Lei das Finanças Locais veio permitir aos municípios, em cada ano, uma participação variável até 5% no IRS nos sujeitos passivos com domicílio fiscal no respectivo concelho. Percentagem que até agora era transferida na totalidade do apurado relativamente aos rendimentos do ano anterior e cujos montantes eram calculados sobre a respectiva colecta líquida das deduções.
In "O Mirante"

Curiosidades Estatísticas

Há cerca de um ano, quando comecei a "inventar" blogs para tudo e mais alguma coisa, muitos me criticaram porque devia concentrar o meu esforço num só blog e não dispersar os assuntos.
Na altura, eu entendia que a melhor forma de divulgar Minde seria a de criar uma rede interligada de vários blogs temáticos, porque assim atingiria uma diversidade maior de leitores e não maçaria muito com assuntos pouco interessantes para alguns. Foi uma estratégia.

Apesar de alguns blogs estarem um pouco abandonados, passado este tempo, continuo da mesma opinião. E os resultados estão a aparecer:

Gráfico do registo horário do Minde-Online em 03 JAN 08

Ontem o Minde-Online registou 426 visitas (page views), e o conjunto dos três blogs mais visitados, Minde-Online, Xarales e Vitória M, mais o novíssimo Ciclo BTT, registaram o total de 1387 page views. Nada de extraordinário, mas estimulante para quem está deste lado.

Este ano, se houver tempo e paciência, iremos fazer o mesmo, construindo uma rede de sites do MINDE.EU, que já está novamente online.
Se alguém quiser colaborar, faça o favor de se chegar à frente. Só a chuva cai do céu !!!

A minha leitura dos acontecimentos

POR HENRIQUE LOBO

Após ter lido e ouvido diversos comentários sobre o artigo da equipa do Jornal de Minde intitulado “Jornal de Minde, Mensário Regionalista, Livre e Independente” sou levado a escrever a leitura dos acontecimentos segundo a minha leitura.

Em primeiro lugar, em nenhuma parte do artigo está escrito ou se fazem insinuações de que a Comissão Fabriqueira da Igreja fez pressão sobre a equipa do jornal de Minde. Se alguém fez essa interpretação, não é culpa do jornal.
Em segundo lugar, a todos os que me telefonaram – e foram muitos – expliquei que, na dita reunião, a Comissão Fabriqueira disse-nos ter recebido pressões por parte do poder político, mas que aguentava bem com essas ditas pressões e que confiava na equipa do jornal. Não entendi parte dos comentários que li e ouvi referindo pressão da Comissão Fabriqueira sobre o jornal, uma vez que alguns desses comentários poderiam ter sido rectificados, visto eu ter esclarecido os que me telefonaram.

Mas terão fundamento estas pressões por parte do poder político? A meu ver, não. Pressões sempre houve e haverá. Apesar de não as compreender, vou tentar explicar o meu ponto de vista referindo-me aos dois últimos casos.

O primeiro devido a um artigo que eu escrevi e assinei – Diz que é uma espécie de feira do concelho -, mostrando a minha indignação pela pobreza de uma feira que os promotores diziam ser uma mostra do concelho, e que, na minha modesta opinião, era tão pobre que em nada nos dignificava. Nessa altura os nossos políticos fizeram pressão sobre algumas pessoas a fim de contestarem o artigo. Ora não seria mais democrático responderem ao artigo, escrevendo outro para explicarem aos leitores e eleitores a posição deles sobre a feira, os objectivos que se pretendiam e se esses objectivos foram alcançados ou não, se haverá nova exposição no futuro, se os moldes serão os mesmos, etc?


http://minde-online.blogspot.com/2007/06/diz-que-uma-espcie-de-feira.html

Meses depois o jornal publicou, em local intitulada “Notas Breves”, um comentário que nos chegou de várias pessoas sobre a não participação da Câmara na feira industrial de Torres Novas, a Nersant. Feira essa na qual participaram todas as Câmaras à nossa volta com os seus parques industriais onde, segundo as opiniões que nos transmitiram, a nossa Câmara não aproveitou a oportunidade para divulgar no mínimo a zona industrial de Minde que na altura já se encontrava em fase bem desenvolvida.

Mais uma vez o poder politico, em vez de fazer pressão sobre a Comissão Fabriqueira, poderia democraticamente escrever no nosso jornal, esclarecendo os leitores e eleitores sobre a sua posição no referido assunto – se, na sua opinião, a feira não tinha o impacto pretendido, se a Câmara tinha outras ideias para promover a ZIM etc. etc..
Seria, na minha modesta opinião, uma tomada de posição mais democrática e mais correcta, ficando os leitores e eleitores esclarecidos.

Mas o jornal também tem culpa. Se, logo na primeira vez que houve pressões por artigos publicados, a equipa do jornal tivesse denunciado, esclarecendo os leitores sobre estas movimentações, talvez não houvesse outras. Tentar evitar conflitos, às vezes pode não ser a melhor solução.
O mais caricato de tudo isto é que há pessoas que agora exercem funções autárquicas e que se “picam” quando os artigos não lhe agradam. Mas, antes de exercerem essas funções, passavam pelo jornal e diziam que o jornal estava a cumprir a sua função quando publicava artigos com posição contrária à da Câmara.

ENTÃO E AGORA?
Agora faz-me lembrar uma frase que li num blog sobre este tema:
A penalização por não participares na política é acabares a ser governado pelos teus inferiores

Minde 10 de Dezembro de 2007
Henrique Lobo

03 janeiro, 2008

Minde no site da ANAFRE

Retirei este texto do site da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias) que poderá consultar aqui:

Situada muito próximo da Serra d’Aire Minde participa das curiosidades geomorfológicas que caracterizam essa serra. Se o nome de Minde vem ou não de D. Mendenho, antigo rei mouro, ou provêm do nome de D. Mendo, não se sabe, o que se sabe é que a povoação é muito antiga, tendo recebido dos reis portugueses numerosos privilégios, que terminaram em 1834, sendo um deles a isenção de fornecer recrutas para os exércitos nacionais, não lhe foi, no entanto, nunca dado foral. Crê-se que a freguesia de Minde surgiu a partir de uma ermida da invocação de Nossa Senhora dos Cerejais onde havia missa, sendo os funerais e os sacramentos feitos em Santa Maria.

Os moradores de Minde, no entanto, ou por falta de devoção a uma imagem que só possuíam pintada, ou por não apreciarem grandemente o título da sua padroeira, ou por qualquer outra razão que actualmente escapa ao conhecimento, pretendiam substituí-la por outra. Este descontentamento terá sido relatado a frei Hilário de Nossa Senhora da Assunção, natural de Minde e este prometeu tudo fazer para atender às suas pretensões. Em 1547 Minde tinha já por orago, exactamente, Nossa Senhora da Assunção. A terceira invasão francesa, sob o comando do general Massena deixou marcas irremediáveis na região como a destruição da ponte do Alviela e Minde não escapou à regra, com a destruição dos registos da paróquia de Minde. Na tentativa de escapar à fúria das tropas francesas os habitantes de Minde buscaram refúgio no Regatinho, um canal subterrâneo por onde no Inverno corre a água que enche o polje de Minde.

Foi em ligação à actividade de produção e venda de mantas de terra em terra pelos frades ou por quaisquer outros indivíduos ligados à lã, à criação de gado, à cardação, à tecelagem ou à venda destes artefactos que surgiu o “calão minderico” ou “piação de charales”, que mais não é do que agarrar em elementos vocabulares do português da região e deslocá-lo dos seus significados comuns, no propósito de criar uma língua secreta que permitisse a autodefesa do grupo. Este calão mantém-se ainda vivo.



A lã para o fabrico dos lanifícios vinha de fora de Castanheira de Pêra e da Covilhã. O fabrico de mantas foi, no entanto, a produção que mais celebrizou Minde, o seu modelo foi buscado no Alentejo (Reguengos), depois de terem fabricado mantas de trapos tipo mescla e tipo preto e branco. Foram os pequenos industriais e as suas famílias os inovadores e os obreiros das mantas de Minde. Uma das maiores riquezas de Minde é a sua etnografia que apresenta uma variedade e complexidade tal que só pode ser sinónimo de uma intensa e longa vida comunitária, que rege todos os actos da vida dos naturais, do nascimento até à morte, no labor diário e nas festas, na religiosidade e até num certo paganismo que transparece em certos usos, certificando as suas remotas origens.

Do rico património de Minde destaca-se a igreja paroquial, fundada em 1623 de que se destaca a talha de excelente qualidade, um sacrário de pedraria dourada datado de 1547, havia também esculturas quinhentistas que foram enterradas no cemitério. A capela de S. Sebastião que terá sido construída no reinado de D. Duarte; a capela de Santo António, datada de 1475 sofreu várias reformas, tendo a imagem do orago sido queimada pelos franceses.

No Largo da Capela de Santo António situa-se a Casa dos Açores datada de 1926, filia nas ideias de Raúl Lino e possui um excelente painel de azulejo. A Escola Primária obra de 1902, projectada por Adães Bermudes é recordada num painel de azulejo.

A Casa Amarela de 1924 é um edifício neogótico, com varandas em ferro forjado, painel de azulejos de Dalia Pena descreve a Feira de Sant’Ana, o forro de azulejos é de Rafael Bordalo Pinheiro. O coreto de 1933 com a sua cobertura de ferro funciona em Minde como uma recordação e como um toque da vida cultural e associativa desta vila enquanto está inactivo o Museu Roque Gameiro. Excelente peça artística, está decorado com painéis de azulejo de J. Santos, sobrinho de Roque Gameiro.

Em Minde realiza-se anualmente em Junho a tradicional feira de Sant’Ana, monstruária das actividades económicas da freguesia; escreve-se também um jornal o “Jornal de Minde” e trabalha-se no sentido de dignificar o espólio do pintor Roque Gameiro, actualmente à guarda da junta de freguesia. Minde soube ainda encontrar saída para as dificuldades que a indústria tradicional de lanifícios, uma das suas maiores fontes de riqueza, enfrentava tornando-se um dos pólos nacionais mais activos.

NOTA: Este texto está de certeza datado quanto ao último parágrafo. De destacar o facto de referir «a Casa Açores, filia nas ideias de Raul Lino». Pelo que vi no dicionário, filia pertence ao verbo «filiar» que tem como sinónimos «perfilhar», «derivar» ou por fim«originar-se».
Não sei qual o autor do texto, mas a rede aperta-se...


Alguns projectos executados pelo Arq. Raul Lino
PS: Ilustrações de responsabilidade de PM

70 anos de casamento... é obra !!!

Não é vulgar um casal ter oportunidade de celebrar os seus 70 anos de casamento.
Mas aconteceu entre nós no passado dia 18 de Dezembro.
Os noivos de há 70 anos foram o Sr. Abílio Almeida Martins e sua esposa D. Maria Olímpia Almeida Ferreira, que casaram a 18/12/1937.

Abílio Almeida Martins nasceu a 9 de Fevereiro de 1914, frequentou a escola primária até à 3ª classe, ajudou a mãe que ficou viúva muito cedo e depressa se lançou na vida dos negócios. Vendeu mantas, comprou camisolas em Lisboa a 12 escudos que vendeu no Cadaval por 50, fabricou açoreanas, deu início à empresa Abalmar, investiu no ramo têxtil em Angola, depois esteve ligado a uma empresa de construção, e, em 2003, ainda sonhava com uma pousada na pena do Raio, segundo se informa em Passeios Mindericos - nosso número 548, de Agosto 2003.
E, no meio de tudo isto, ainda sofreu um grave acidente nas Moitas, em 1940, do qual veio a ficar com 65% de deficiência.
Mas talvez o mais singular da sua vida é que escreveu a carta a pedir namoro a D. Maria Olímpia quando tinha apenas 9 anos – digamos que dois meses antes de fazer os dez.
A Maria Olímpia, nascida a 4 de Novembro de 1915, só lhe deu a resposta treze anos mais tarde, mas provou-lhe que guardara a carta durante todos esses anos, mesmo tendo deitado fora outras que lhe foram dirigidas a fazer a mesma proposta.
É essa carta que ao lado publicamos.

Uma análise, mesmo superficial deste precioso escrito, revela-nos uma caligrafia muito cuidada para quem tinha apenas a 3ª classe, expressões de escrita comercial, e uma assinatura que não mudou muito até aos dias de hoje. Nada disto é vulgar e, se alguma conclusão podemos tirar, é que Abílio Almeida Martins foi, desde crianç, possuidor de amadurecimento fora do comum, vontade forte e determinação que se vieram a revelar pela vida fora.
É vontade do Sr. Abílio que a carta acompanhe D. Maria Olímpia quando Deus a chamar, fazendo-lhe companhia para o além-túmulo.

A festa dos 70 anos de casados foi bem a expressão da felicidade de ambos e de todos os seus descendentes por esta celebração tão rara.
Ana Maria Madeira, casada com um dos seus netos, executou um opúsculo que permitiu aos participantes acompanhar a celebração eucarística. Dele constam alguns dados de que nos servimos para esta local, nomeadamente a publicação da carta de pedido de namoro.
Depois da celebração eucarística, celebrada pelo Pároco na nossa igreja, foi o convívio familiar que teve lugar no Hotel de Alcanena.

Para o Sr. Abílio A. Martins e sua esposa o nosso abraço de parabéns, e que para o ano possamos novamente dar a notícia, com o acrescento de mais um ano e a satisfação de ambos se continuarem a sentir bem de saúde e felizes ao lado um do outro.
A. Nogueira In "Jornal de Minde"



PS : Parabéns primo Abilio e esposa, com votos de muita saúde. (PM)

Lisboa / Porto Bike Tour 2008



As Inscrições estão quase esgotadas. Iniciaram-se ontem e pode-se inscrever para o Bike Tour de Lisboa ou Porto, em qualquer Estação dos CTT, cujo evento em Lisboa se realiza no dia 22 de Junho, e no Porto no dia 20 de Julho.

Para Lisboa as inscrições são limitadas aos primeiros 7500 inscritos (o ano passado demorou 15 dias), têm um custo de 60 €,e o kit de participação inclui a oferta de: Bicicleta, Capacete, Mochila, T- shirt, medalha, diploma, bomba de ar, bebida e brindes promocionais.
O percurso, com 13 kms, tem início no tabuleiro da Ponte Vasco da Gama e termina no Parque das Nações.
No Porto, as condições são as mesmas e o percurso, com 11,5 kms, tem início no tabuleiro da Ponte da Arrábida e termina junto ao Castelo do Queijo.
Mais informações em: http://www.ciclobtt.blogspot.com/

cicloBTT

E agora vem a grande novidade para os bikes do Ninhou:
CICLO BTT é o novo blog do MINDE.EU.
Foi criado para ajudar a divulgar a futura prova BTT MINDE 2008, e tem estado incógnito e em fase experimental.
Mas ontem, colocamos o post, aqui reproduzido, sobre o Bike Tour 2008, e, nem eu quis acreditar. Mais de 500 foram as visitas num só dia, com picos de 50 visitas por hora. A blogosfera tem destas coisas.

Bem, como o blog já saíu do anonimato, aqui fica o endereço:
www.ciclobtt.blogspot.com

02 janeiro, 2008

Zégregas do covano da terruja dos galizios da beterraba



Retomo neste número e sob este título a minha colaboração com o Jornal de Minde, interrompida há uns anos atrás. O motivo que me levou a escrever é o mesmo que justificou alguns dos artigos anteriormente publicados no Jornal de Minde: o Museu Roque Gameiro.



Já vai longe o mês de Junho de 2001 em que, juntamente com mais conterrâneos, defendi a aquisição da Casa Açores como o local ideal para a exposição condigna da obra de Roque Gameiro. Primeiro por ter pertencido a alguém ligado a Alfredo Roque Gameiro. Em segundo lugar por ter sido projectado pelo mesmo arquitecto da casa de habitação na Amadora do pintor (embora ainda não tenha encontrado nada que o prove, apesar dos meus esforços em contrário e documentação que reuni ao longo destes anos (1), que seja do arquitecto Raul Lino. Finalmente, por ser a única casa que em Minde tem um valor patrimonial histórico.
Mais tarde, em Outubro de 2003, alertei para a hipótese da Casa Açores poder ser utilizada para outro fim que não o Museu Roque Gameiro, exortando o CAORG a não deixar que esse espaço fosse desvirtuado para outros fins.
É com esta coerência que me congratulo pelo início das obras na Casa Açores sob um projecto que visa criar o tão almejado Museu Roque Gameiro que todos os livros de inventário artístico situam incorrectamente em Minde.

Outros houveram que pediam mais, quiçá um novo projecto de raiz riscado por algum arquitecto de renome. Outros ainda achavam que a Casa Açores poderia ser ampliada, que se poderiam edificar anexos no seu jardim. Penso ter ser prematura essa discussão. Ainda hoje visitei duas casas construídas sob plano do arquitecto Raul Lino (uma delas igualmente com jardim) pertencentes ao município de Cascais e nas duas o seu espaço original foi preservado.

Mas também tenho o exemplo à porta de minha casa, o Museu de Aveiro, que está a ser totalmente reformulado e onde ao lado do convento de Santa Joana do séc. XV construíram um edifício moderno para exposições temporárias. Porque são estas exposições que dinamizam e potenciam o interesse em visitar um museu – já fui várias vezes ao Museu Nacional de Arqueologia, nos Jerónimos, motivado pelas diferentes exposições temporárias que regularmente são nele expostas.
O espólio original de um museu vê-se uma vez mas são as exposições temporárias que levam a uma segunda visita. E não me parece que na Casa Açores haja muito espaço para exposições temporárias, sem afectar o espaço ocupado permanentemente. Prefiro pensar assim: numa segunda fase, haja esperança…



O que interessa assinalar é que a Casa Açores está a ser recuperada e destinada ao fim para que foi adquirida. O espólio doado a MINDE pela família do pintor Alfredo Roque Gameiro terá, por fim, todos os requisitos para ser exposto condignamente. Ou será que já ninguém se lembra da falta de condições da sua anterior localização que levaram ao fecho do anterior Museu em 1983?

Pressupondo que em fins de 2008 a casa estará acabada, tal como está definido no projecto de obra, interessa começar a pensar nas melhores formas de promover o Museu Roque Gameiro, para que também não se repita a situação anterior em que havia dias e dias em que o museu não tinha um único visitante. Para já, será um erro colocar logo de início as expectativas por baixo e pensar em aproveitar funcionários que estejam a dar apoio administrativo ao CAORG para «abrir o museu» quando este tiver algum visitante. O museu deve ter um horário de funcionamento, como qualquer museu que se preze, e ter alguém em permanência no local habilitado para dar as explicações necessárias. A Casa de Santa Maria, em Cascais, fica ao lado de outro espaço museológico, o Farol de Santa Marta, e ambas encontrei abertas e com um funcionário diferente.

Outra vertente que já referi no artigo de 2003 e que me é muito cara será a divulgação do museu através da Internet. Cada vez mais, um turista, um agente de viagens, planeia o itinerário das suas visitas apoiando-se na informação divulgada pela Internet. O Museu «virtual» Roque Gameiro poderia já ser uma realidade (arriscaria dizer «deveria») e as entidades responsáveis não devem negligenciar a criação e o desenvolvimento de um «site» onde qualquer pessoa possa tomar conhecimento do que pode encontrar no seu interior, dos horários, dos preços dos bilhetes, das exposições temporárias existentes, etc, Existem em Minde pessoas com capacidade técnica para ajudar na implementação desse site, saiba o CAORG chamá-las ao projecto e não esperar eternamente pelos meios que possam ser disponibilizados pela Câmara.

Por fim, quero mais uma vez dizer que não gosto da designação proposta: «Museu da Aguarela Roque Gameiro». Já ouvi a sua razão de ser mas penso que aqui deve presidir uma questão de princípio e, simultaneamente, de homenagem. O Museu Roque Gameiro abriu na década de setenta por vontade e esforço conjugado de conterrâneos que pertenceram a uma geração anterior, a dos nossos pais, muitos deles já falecidos ou em idade terminal. Por uma questão de respeito para com todas essas pessoas, penso que não temos que «inventar a roda» mas sim preservar o mesmo nome com que originalmente o museu foi criado. O espólio é basicamente o mesmo, a razão de ser da sua reabertura é a mesma, porque não manter o mesmo nome, dando-lhes um sinal de continuidade?

Monte Estoril, aos 28 de Dezembro de 2007

(1) na pesquisa efectuada na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian onde estão arquivados 672 projectos de arquitectura de Raul Lino não encontrei qualquer referência a Minde. Mas também não visualizei o projecto da casa de Roque Gameiro na Amadora nem tão pouco o da Casa Afonso Lopes Vieira em São Pedro de Moel.


Casa Roque Gameiro na Amadora

NOTA: Como recebi hoje o Jornal de Minde (em Aveiro), publico este artigo para os não assinantes do Jornal de Minde, com o pressuposto de os assinantes já o terem lido, em primeira mão, no jornal.

01 janeiro, 2008

Criticas

«Há que encarar as críticas como um estímulo para fazermos melhor»

(Presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo transmitida às 21h do dia 1 de Janeiro de 2008)

NOTA: Espero que alguns dos meus conterrâneos sejam, neste novo ano, mais tolerantes para com as críticas, que, mesmo quando são feitas de boa fé e de forma positiva, são encaradas como procurando apenas protagonismo ou são motivo de afastamento pessoal. Se calhar até têm razão: o que faz falta nesta terra é, precisamente, a presença de protagonismo. As pessoas têm medo de se expôr.