12 dezembro, 2007

Orçamento de Contenção em Alcanena

A maioria dos Independentes do Concelho de Alcanena (ICA) aprovou segunda-feira o orçamento e plano de actividades do município para 2008, com os votos contra dos vereadores do PS e do PSD. O valor total do orçamento é de 15 milhões de euros, menos dois milhões do que o de 2007.

Segundo o presidente Luís Azevedo (ICA), o documento apresenta um menor investimento, com muitos projectos sem verbas definidas devido à indecisão que ainda subsiste sobre os fundos comunitários do próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). “Todas as obras estão lá, mas sem verbas atribuídas”.

O chefe do executivo sublinha que este orçamento irá sofrer alterações, assim que for conhecido o formato de acesso aos fundos comunitários. As obras consideradas prioritárias estão ligadas à mobilidade, com a construção de vias de acesso entre as freguesias e a sede do concelho, competitividade e educação.

O Orçamento e Plano de Actividades para 2008 vão ainda ser submetidos à análise e votação na assembleia municipal agendada para a noite do dia 19. Uma discussão que se prevê difícil já que os independentes não têm maioria naquele órgão autárquico.
In "O Mirante"

COMENTÁRIO:
E para 2009 o orçamento ainda será menor, e assim sucessivamente. Quando se gasta, em vez de se investir, o resultado começa a ser este. Talvez se poupassem mais nos "chorudos" ordenados e despesas de administração, os resultados pudessem ser outros.
Sem investimento não há receitas, e em matéria de política económica este executivo tem sido um "verdadeiro desastre". Apenas se tem "preocupado" com projectos eleitoralistas e para "inglês ver". A avaliar pelas palavras do Sr. Presidente, parece que a solução será "orar ao santo QREN".
Vamos esperar pela Assembleia do dia 19 e esperar pelo que a oposição tem a dizer. Mas, analizando o fraco desempenho da oposição neste mandato, também não espero grandes "ondas" ou sugestões alternativas. A ver vamos !!!

PS : Já estou a começar a engolir os elogios que fiz ontem.

BTT MINDE 2008 / Project



Pensavam que estava esquecido? Não senhor !!!
A prova de BTT está aí. E já com muito trabalho feito. A rapaziada das bicicletas já correu as redondezas todas, já delineou três ou quatro percursos com aprox. 40 kms cada, e agora só falta escolher o que nos parecer melhor. A "coisa" vai de GPS e tudo !

No próximo Sábado, dia 15, pelas 18h, haverá uma nova reunião para se começarem a discutir os novos passos, estratégias de acção, estrutura e organigrama organizativo. A concentração será junto à sede do VFCM.
Todos aqueles que ainda queiram "apanhar o barco" para integrar esta aventura, não se façam rogados - é só aparecer com boa disposição e vontade de colaborar. Força no pedal !!!

O Primeiro Dicionário de Calão Minde ONLINE

Não sei se estou a descobrir a pólvora, mas o Instituto Camões tem digitalizada em formato PDF uma revista - a revista LUSITANA, que foi dirigida pelo Prof. J. Leite de Vasconcellos, que no seu volume 37, com data de 1939, publica um artigo com 43 páginas da autoria de F. Santos Serra Frazão intitulado:

«Calão minderico — Alguns termos do «calão» que usam os cardadores e negociantes de Minde, concelho de Alcanena»

O respectivo PDF está online aqui

Como desconhecia esta obra, que encontrei por acaso, penso que também alguns dos meus conterrâneos terão curiosidade de a gravar e posteriormente imprimir.

P.S. Penitencio-me. Afinal este texto já estava coligido no
Portal Minderico, onde o poderá também carregar. Aliás, da mesma revista, o autor também publicou outro artigo:
«Sucinto Vocabulário - Coligido numa aldeia da Serra de Albardos, Concelho de Alcanena - SERRA DE SANTO ANTÓNIO»
cujo PDF também está disponível neste link do Portal. O devido ao seu dono.

Estrada Minde-Fátima

No último fim de semana de Novembro desloquei-me a Minde e tive de fazer esta estrada 4 vezes. No Domingo à noite ainda ponderei entrar pelo nó de Torres Novas mas, inconscientemente, fiz a estrada do costume no regresso a Aveiro. Penso ter sido a última vez a efectuar o percurso porque existe o risco sério de ter um furo (sendo minimalista) e o meu carro já é um dos que NÃO TRAZ roda sobresselente.

Minde - FátimaMas depois de ultrapassar o Vale Alto tive a ideia de ligar os faróis de nevoeiro para ver melhor os buracos. E assim fui. Chego à rotunda do cruzamento para Torres Novas e um agente da Guarda Nacional Republica (GNR) manda-me parar:
«O senhor porque leva os faróis de nevoeiro ligados? Encontrou nevoeiro? Olhe que o tempo está límpido!»
«Não, Sr Guarda», retorqui eu, «liguei-os porque venho de Minde, a estrada está péssima, é de noite e assim via os buracos melhor».
O Sr. Guarda inspeccionou os meus documentos, deu a volta ao carro, quis ver os coletes, queria ver se tinha o triângulo mas desistiu quando viu todas as coisas que ocupavam a mala e avisou-me:
«Só se usam os faróis de nevoeiro quando há nevoeiro, olhe que a multa é de 60 euros, vá andando, por agora passa. Boa viagem até Aveiro!»

Desta vez «escapei». Já sabem, não podem ligar os faróis de nevoeiro para terem mais visão dos buracos existentes e a evitar.

Acabei de visualizar as actas e, verdade seja dita, um dos vereadores de Minde - António Laurentino de Cunha Menezes - tem vindo ao longo deste ano a chamar a atenção da Câmara para o estado lastimável desta estrada, que é a alternativa de entrada/saída de Fátima pelo sul. Assim o fez em Abril, repetiu em Junho e agora em Novembro. Isto porque a estrada é municipal (já não é nacional) e a sua manutenção é da competência do município.

O Senhor Presidente da Câmara remete a solução para a EP-Estradas de Portugal, argumentando que «aquela estrada tem sido utilizada por todo o transito relacionado com as obras de alargamento da Auto-Estrada». Ora aqui permitam-me discordar do Sr. Presidente da Câmara:

1. As obras de alargamento da Auto-Estrada estão situadas no troço Santarém-Torres Novas e não no troço Torres Novas-Fátima. Auscultei várias pessoas que utilizam essa estrada frequentemente e nunca viram nenhum camião pertencente a essas obras a circular na estrada Minde-Fátima.

2. Mesmo que tal suceda, a responsabilidade das obras não poderá ser imputada à empresa «Estradas de Portugal» mas sim à Brisa ou, mais concretamente, ao empreiteiro responsável pelas obras.

3. Por alguma razão, o Município indemnizou uma cidadã que teve um acidente em 17 de Novembro de 2006, por a sua viatura ter caído num buraco, não sinalizado, no lugar de Vale Alto, tendo o perito inquiridor concluído:

«Sendo a estrada municipal, competia à Câmara zelar pela sua boa conservação. No caso concreto, face à existência de um buraco, na via, de razoáveis dimensões, deveria o local estar sinalizado, o que não aconteceu. Há pois, culpa por parte da Câmara Municipal de Alcanena. O facto é ilícito (omissão de um dever geral de cuidado). Há prejuízos e há nexo de causalidade entre estes e a conduta omissiva, por parte da Câmara de Alcanena e dos agentes»

Pelo menos a Câmara paga, se sofrerem um acidente semelhante. Por acaso não tem chovido muito. E quando a estrada estiver alagada e não se virem os buracos, nem com faróis de nevoeiro?

Sr. Presidente, tenha dó. Eu por mim, passo a utilizar o nó de Torres Novas, à custa de mais dinheiro pago em portagens e em combustível. Mas anulo o risco de um acidente devido às condições impróprias da ligação mais curta.

Acta nº 9 da reunião camarária incorrecta

À atenção dos responsáveis do site institucional da Câmara Municipal de Alcanena:

A Acta nº 9/2007 de 14 de Maio não está publicada, na medida em que o texto contido no ficheiro PDF é o da acta seguinte: Acta nº 10/2007 de 28 de Maio. Agradeço a correcção da situação.

Obrigado

CMA: Alcanena 2013

Este mês de Dezembro, a CM Alcanena não tem parado de me surpreender. E de um modo geral, verdade seja dita, pela positiva.
Depois de termos aqui sugerido a leitura, aos autarcas de Alcanena, do projecto Torres Novas.PT, eis que Alcanena apresenta um trabalho "similar".
O documento, disponibilizado pelo site
Minderico.com em formato PDF, "só" tem 326 páginas, sendo a coordenação do mesmo de responsabilidade de João Figueira de Sousa, apoiado por André Fernandes e Ana Caeiro.
Apelida-se de Alcanena 2013 / Plano de Acção Operacional / 2ª Fase, e é datado de Novembro de 2007. A 1ª fase já foi apresentada há dois anos, veio agora a 2ª fase.
Pode ler o documento aqui: http://www.minderico.com/minderico/images/alcanena_2013.pdf



COMENTÁRIO :
Bem, já estou como o VMCS - 326 páginas é dose. Quase uma resma de papel. Depois da publicação das actas a granel, a CMA quer mesmo inundar-nos de "literatura chata" para estas noites frias de fim do ano. Ou será que a idéia é enfadar-nos para não chegarmos a ler nada? (esta é uma boca foleirinha, mas... sei lá)

Dei uma vista de olhos muito genérica, e deu logo para ver que este projecto nem "primo" chega a ser do projecto de Torres Novas, que foi coordenado pelo seu presidente e alguns vereadores e especialistas.
Alcanena 2013 pareceu-me um projecto muito vago, assente em teorias muito genéricas e com poucos dados "palpáveis". A apresentação até não está má, e talvez venha a dar um bom livro encadernado, mas carece de consistência e objectivos práticos. É só uma opinião.

Um dia hei-de dar mais atenção ao seu conteúdo, mas, para já, dá-me a sensação de que não passa além de um grosso dossier para o presidente ter no seu gabinete e poder dizer: "Está aqui o Alcanena 2013. Nós também pensamos no futuro." (dará um rico slogam)

PS: No site da CM Alcanena não vi nada sobre o tema. Será que é um assunto que não interessa ao Concelho ???

CMA: Projecto Sentir Alcanena

Sistema Envolvente para Tratamento de Inquéritos e Reclamações.
A importância da opinião dos munícipes.


Foi recentemente lançado na autarquia um conjunto de questionários de avaliação sobre o funcionamento de vários serviços municipais, nomeadamente: Piscinas Municipais de Alcanena e Minde, Pavilhão Municipal Carlos Calado, Pavilhão Gimnodesportivo de Minde, Espaços Verdes de Alcanena, Transportes Colectivos de Crianças, Divisão de Administração Urbanística, Biblioteca, Recepção/Telefonista, Serviços de Acção Social, Eventos Diversos, Espaço Internet de Minde e Delegação de Minde da CMA.

A nível interno, o Gabinete de Sistemas e Tecnologias de Informação da CMA desenvolveu um sistema que permite aos utentes dos serviços responderem aos inquéritos supra mencionados através da Internet. Trata-se de um sistema inovador, e único a nível da administração pública, que permite que os utentes (e somente os reais utentes dos serviços) respondam, de uma forma anónima, aos questionários em causa. Ler Mais in "CM Alcanena"»»»

A sua opinião é importante. Participe, respondendo aos inquéritos em http://www.sentir.alcanena.pt/.

COMENTÁRIO:
Sistema Envolvente para Tratamento de Inquéritos e Reclamações.
Nome pomposo. Pelo menos, parece que agora já podemos reclamar. O sistema funciona à base de inquéritos, e já estão disponíveis duas fichas (ou temas) para votar:
- Avaliação de desempenho de funcionários do S. de Espaços Verdes
- Cultura - Organização de eventos
Bem..., não digo nada. O melhor é colaborarmos e ver no que isto vai dar.

PS: Não precebi bem ainda o funcionamento das chaves e códigos, e como funciona a autenticação dos dados, mas, com o tempo talvez lá vá.

Câmara de Ourém em Apuros



Os Senhores do Poder confiam na lentidão da justiça para fazerem o que entenderem sem estarem sujeitos a leis e regulamentos. Por vezes, "lixam-se". Foi o que sucedeu agora em Ourém.
São "só" 10 milhões de euros. O grave é que é o dinheiro dos contribuintes que vai ter que pagar as "asneiras" e os "favores" que alguns autarcas vão praticando com total imunidade. Alguma coisa vai ter que mudar neste Portugal !! Há que condenar e responsabilizar os verdadeiros culpados. (PM)

"O Tribunal Central Administrativo do Norte julgou improcedente todos os recursos jurisdicionais interpostos pela Câmara de Ourém no âmbito de um processo judicial que envolve a construção de um prédio de cinco andares na rua de Castela, no centro da cidade. A alternativa do município, para não gastar dez milhões de euros na demolição, é negociar uma indemnização com o casal que interpôs a acção.
Manuel Marto Graça, proprietário de várias habitações na rua, onde também ele reside, iniciou a longa batalha judicial em 1995, depois de a câmara ter autorizado a construção do referido prédio em desrespeito pela cércea legalmente estabelecida
."
Ler Mais In "O Mirante" »»»

11 dezembro, 2007

Nersant distingue Empresas do Ano



Realizou-se na passada Sexta-feira a cerimónia de entrega dos prémios Galardão Empresa do Ano referentes ao ano de 2006. A oitava edição do evento, organizado em conjunto pela Nersant e o Jornal Mirante, decorreu no Picadeiro Lusitanus, na Golegã. Foram distinguidos seis empresários em seis categorias distintas - Micro Empresa, PME e Empresa do ano. Jovem Empresário, Mulher Empresária e Carreira Empresarial são as categorias dos prémios de nomeação.
Cerca de 250 pessoas, na sua grande maioria empresários da região da Santarém, presenciaram o evento que serviu também para comemorar o 20º aniversário do jornal O Mirante.
Ler Mais in "Nersant"»»»

Henriques & Henriques, uma empresa de reservatórios de Ourém que já negoceia além fronteiras, foi distinguida com o Galardão Empresa do Ano. A Societex foi considerada micro-empresa e a Vigobloco recebeu distinção como PME. Para além das empresas a Nersant e O MIRANTE também premiaram empresários. O Galardão Carreira empresarial foi entregue a José Vieira da Soladrilho. A Mulher Empresária de 2006 é Gabriela Rosa, administradora dos Curtumes Ibéria. Óscar Baptista, proprietário da Batadec recebeu o Galardão Jovem Empresário.
Ler Mais in "O Mirante"»»»

CMA: Férias Desportivas de Natal 2007

O Sector de Desporto, Juventude e Tempos Livres da CM Alcanena vai levar a efeito um programa de Férias Desportivas de Natal destinadas a crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 15 anos e que decorrerá de 17 a 21 de Dezembro .
Limitado a 50 participantes, o preço é 5 euros e as inscrições deverão ser efectuadas no Sector de Cultura da CMA, a partir do dia 3 de Dezembro. Telef. 249 889 010
In CM Alcanena

PROGRAMA
Segunda-feira, 17
Manhã: Apresentação - Pavilhão Municipal Carlos Calado
Tarde: Actividades Desportivas - Zona Desportiva de Alcanena
Terça-feira, 18
Dia Inteiro: Passeio à Neve - Serra da Estrela
Quarta-feira, 19
Dia Inteiro - Orientação - Quinta do Arrife
Quinta-feira, 20
Manhã: Jogos Aquáticos - Piscinas Municipais de Alcanena
Tarde: Visita ao Carsoscópio
Noite: Sessão de Cinema
Dormida no Centro Ciência Viva do Alviela
Sexta-feira, 21
Manhã: Ginástica Matinal (Percurso de Manutenção)
Tarde: Actividades Desportivas
Convívio de Encerramento (Lanche; Troca de Prendas).

10 dezembro, 2007

E o Vitória deu 7 a 1

Como tínhamos anunciado, foi uma barrigada de bola este fim-de-semana. E de vitórias. E do golos. Os n/ atletas estiveram em grande.

Os Infantis inpuseram uma vitória ao conceituado CD Fátima por 3-2. e os Juniores empataram a uma bola com a equipa de Ourém.
Os Seniores, não tiveram dó e golearam a equipa de Mouriscas por 7-1. Depois dos precalços iniciais da época, a equipa está a mostrar o que vale, e já ocupa a 4ª posição da tabela, com apenas três pontos de atraso em relação ao guia.


Imparáveis estão os homens do futsal que contam por vitórias todos os jogos disputados, liderando isolados a classificação, e com um jogo a menos. Venceram por 3-0.

Resumindo: 10 pontos numa totalidade de 12, nada mau. Assim se repita a próxima jornada. Parabéns à rapazida do VFCM !!!

Barrancos: Município quer tornar barranquenho dialecto oficial e Património Linguístico Nacional

Como resposta à Vera Ferreira, transcrevo uma noticia da Agência Lusa de hoje. Quando há vontade politica do Municipio, pode-se ir sempre mais além:



Barrancos, Beja, 09 Dez (Lusa) - Considerados "portugueses de manhã e espanhóis à noite", os barranquenhos lidam touros até à morte, cantam modas alentejanas e sevilhanas, comem açordas e tortilhas e falam um dialecto peculiar, que o município quer tornar Património Linguístico Nacional.

Na vila raiana de Barrancos, no limite do distrito de Beja e junto à fronteira com Espanha, o modo de falar barranquenho é a mais notória característica da identidade étnico-cultural de um povo marcado por uma mistura de costumes e tradições dos dois lados da fronteira.
Em Barrancos ouve-se falar português (a língua oficial), espanhol (sobretudo entre os mais velhos e na literatura oral tradicional) e um misto peculiar destas duas línguas, conhecido como "falar barranquenho" e maioritário nas bocas das gentes da vila.


"Queremos preservar e valorizar o barranquenho que é um dialecto único e um elemento de valor incalculável e indispensável para conhecer e entender a identidade da terra e das gentes de Barrancos", disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal, António Tereno.

O município de Barrancos, em parceria com os congéneres espanhóis de Cedilho e Herrera de Alcántara, localidades da província de Cáceres e onde também se fala um dialecto misto de português e espanhol, e as universidades de Évora e da Extremadura espanhola, vão desenvolver um projecto para "estudar, preservar e valorizar as falas destes povos".
Após uma primeira reunião preparatória, os parceiros vão assinar um protocolo para "materializar o projecto", que deverá arrancar no terreno no início de 2008.

Quanto ao barranquenho, "o primeiro passo será candidatar o dialecto à classificação de Património Linguístico Nacional", junto do Ministério da Cultura, disse António Tereno.
Em paralelo, o projecto vai "actualizar os estudos sobre a história, o vocabulário e a gramática do barranquenho", adiantou à Lusa a vereadora da cultura do município de Barrancos, Isabel Sabino.


"O objectivo é conseguir que o barranquenho seja reconhecido oficialmente como um dialecto, para que possamos introduzi-lo como disciplina opcional na Escola Básica Integrada de Barrancos", explicou a vereadora.

"Mais do que a classificação como Património Linguístico Nacional, o reconhecimento oficial como dialecto, o estudo e o ensino nas escolas é a melhor forma de preservar e prolongar o barranquenho nas bocas das gerações vindouras", defendeu António Tereno.

O novo estudo vai partir de outros já realizadas sobre o barranquenho, como os do filólogo português José Leite Vasconcelos, nas décadas de 30 e 50 do século XX, e da filóloga espanhola e docente da Universidade Complutense de Madrid (UCM) Victoria Navas, que investigou o dialecto, após várias estâncias prolongadas em Barrancos, entre 1987 e 1990.
A investigação de Victoria Navas, que a autora diz ser "apenas um primeiro esboço para uma análise mais detalhada", resultou no artigo "O barranquenho: um modelo de línguas em contacto", publicado na Revista de Filologia Românica da UCM, em 1992.



A proximidade com Espanha e o isolamento de Barrancos "tornaram possível a criação de um dialecto transfronteiriço, falado em contexto plurilingue e produto do contacto linguístico prolongado entre habitantes de duas línguas diferentes: o português (variedade alentejana) e o castelhano (variedades andaluza e extremenha)", explica a investigadora no artigo.
Esta mistura, que inclui vários arcaísmos e originou novas palavras, até agora só registadas em barranquenho, torna este dialecto difícil de compreender aos "ouvidos alheios" ao falar dos naturais de Barrancos.


Lusa/Fim

Actas das reuniões da Câmara

Não sei há quanto tempo foram actualizadas, mas agora a última reporta-se a 12 de Novembro. Poderá vê-las aqui, bastando ter instalado o programa «Adobe Acrobat Reader».

Estive a ler as três últimas. Nada de relevante, apenas a informação do Senhor Presidente da Câmara relativamente à Zona Industrial de Minde de que:
«O custo por metro quadrado dos lotes, é elevado pelo que, provavelmente teremos de apresentar preços sociais».
Esperemos que sim...

Novo Colaborador do Minde-Online

Como já devem ter reparado, desde ontem que o Minde-Online conta com mais um colaborador/ editor. Todos o conhecemos, é o n/ conterrâneo João Manuel Querido da Silva.

Fiquei extremamente satisfeito pela sua iniciativa em querer participar neste projecto e aventura que, com muita carolice, tenho tentado levar a algum lado.
O Minde-Online é um blog de quem o escreve e de quem o lê, e ninguém é obrigado a alinhar pelos mesmos padrões de credos, ideais, ou cores políticas, mas o objectivo é somente um: o Minde-Online pretende apenas ser um blog de Minde, para Minde, e um elo de ligação entre todos os Mindericos.
Estou certo que o João muito contribuirá para o enriquecimento deste espaço. Que seja bem-vindo !!!


PS: Se alguém lhe quiser seguir o exemplo, terá de concorrer, submeter-se a exames físicos e psicotécnicos, saber falar oito línguas e integrar um curso intensivo de preparação psicológica. Terá de mostrar a ficha criminal, boletim de vacinas e cópia do IRS dos últimos 5 anos. Depois...
Estou a brincar. Basta contactar-me!!!
(eu consigo umas "cunhas")

09 dezembro, 2007

Minde na colectânea «Portugal Património» do Círculo de Leitores

Sou um interessado por tudo quanto é património. Temos um grande armário na nossa casa donde têm sido, sucessivamente, «expulsos» livros que a minha esposa tinha de solteira, pois os livros que temos adquirido sobre este tema têm ocupado cada vez mais espaço.

O ano passado foi lançada esta colecção pelo Círculo de Leitores. Começou pelo Minho e cada 2 meses chega-me mais um exemplar. Chegou agora a vez de receber o Volume VI (serão 10) sobre Santarém e Setúbal, embora contenha informação de outros distritos, nomeadamente Leiria.

Comecei a folheá-lo e encontrei um capítulo sobre Alcanena - o D16, na página 136. Surpresa, Minde não constava! Ando para a frente e para trás, desespero mas lá encontrei: Minde estava logo na parte inicial, no Capítulo D15, página 48. Título do capítulo - Batalha e Porto de Mós!

E tem logo direito a duas entradas - a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (matriz de Minde) e o polje de Minde, ambas ilustradas por uma fotografia.
Os autores, no final de cada capítulo, listam unidades de património não descritas na obra. No que respeita a Minde, referem:
Ermidas de S. Sebastião, de Santo António e São Silvestre, Capela de Nossa Senhora da Guia, escola primária, Museu Roque Gameiro, Casas do Açores e Amarela, casa neogótica, coreto, mata e lagoa de Minde.

Algumas observações:

1. A escola primária deve ser aquela que já era...
2. O Museu Roque Gameiro também deve ser aquele que já foi, pois agora, se e quando voltar a existir, será (esperemos que não) o Museu da Aguarela.
3. Pensava eu que conhecia minimamente o património de Minde. Pelos vistos não! «Casa Amarela»? «casa neogótica»?
4. Os autores desconhecem Minde: depois de descreverem o polje de Minde. voltam a referi-lo como mata e lagoa de Minde, ignorando que são tudo a mesma coisa.



Anexo: Estas são as 2 entradas sobre Minde referenciadas na citada publicação.
Click na Imagem para Ampliar e Ler. (PM)

Colaboração

Foi com imensa satisfação que vi o Pedro aceitar a minha intenção de colaborar no seu blogue. As voltas que o Mundo dá. Fui colega do Pedro quando tinha 10 -11 anos, partilhamos o mesmo quarto no antigo Lar do Colégio São Miguel, à beira do Santuário. Era também nosso companheiro de quarto o actual Frei Rui Lopes, que presidiu ao meu matrimónio e baptisou a minha filha. Lembras-te Pedro? Já nessa altura ele queria ser padre.

Pois passados 36 anos cá estamos no mesmo barco, dando a minha modesta contribuição a um blogue que é muito mais que um blogue, é uma plataforma de informação sobre o que se passa em Minde, com ferramentas multimédia que o seu responsável domina e que contribui em muito para uma melhor comunicação.

Também passados 2 anos e quase 10 meses do fim da minha anterior colaboração on-line pela minha terra, volto a sentir a necessidade de escrever, de lutar pelos mesmos ideais e causas, desinteressadamente e na medida das minhas possibilidades.

Obrigado Pedro.

Olá Minde.